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Banca de DEFESA: THAMARA KELY DE SOUSA FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAMARA KELY DE SOUSA FERNANDES
DATA: 24/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 330 e pela sala remota - meet.google.com/swy-sarb-wfn
TÍTULO:

A INFLUÊNCIA CLIMÁTICA E A PREVISÃO EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE DENGUE EM CIDADES DO CEARÁ.


PALAVRAS-CHAVES:

Regressão Linear; Previsão Epidemiológica; Dengue.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia de Energias
RESUMO:

Este estudo epidemiológico é do tipo ecológico, de abordagem quantitativa e descritiva de série temporal. O presente trabalho tem o objetivo de investigar a influência do clima na variabilidade interanual do número de casos de dengue e prever situações epidemiológicas em áreas urbanas, de clima tropical semi-árido, no Ceará. Para isso, utilizou-se diversos modelos de regressão linear de mínimos quadrados ordinário baseados nas variáveis meteorológicas (precipitação e temperatura) com correlações mais significativas com a ocorrência de casos de dengue. As correlações amostrais foram calculadas para associações sem lag e com lag de 1 a 3 meses, a fim de verificar a influência da defasagem temporal entre os dados climáticos e os dados de dengue. Dos resultados extrai-se que a temperatura mínima com defasagem de 3 meses foi a variável que mais influenciou o número de casos de dengue, participando como variável preditora mais significativa em 6 das 12 cidades analisadas no estudo. Outro achado interessante é que o modelo de calibrado para Fortaleza foi o que apresentou melhor qualidade entre os demais municípios, com um SRMSE de ~0,799. Juazeiro do Norte, Tianguá e Sobral foram as cidades em que nenhuma das variáveis preditoras possuíam correlação com significância estatística. Com isso, pode-se concluir que a relação entre variáveis climáticas e a incidência de dengue varia entre os municípios, não tendo um padrão bem definido de influência, podendo indicar que o clima sozinho não explica a variabilidade interanual do número de casos de dengue, outros fatores como urbanização, diminuição da vegetação e a expansão populacional podem modular/influenciar a incidência da dengue. Adicionalmente pode-se ainda concluir que modelos mais simples, baseados em variáveis significativas, apresentaram melhor desempenho. Em alguns casos, a previsão capturou bem as tendências sazonais da dengue, mas houve limitações como superestimação e subestimação em certos períodos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2059551 - ALEXANDRE CUNHA COSTA
Externo à Instituição - CLEITON DA SILVA SILVEIRA - UFC
Presidente - 1121362 - LUIZ MARTINS DE ARAUJO JUNIOR
Externo ao Programa - 1944312 - RAFAELLA PESSOA MOREIRA
Notícia cadastrada em: 20/02/2025 09:19
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