ORIENTAÇÕES CURRICULARES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA POLÍTICAS LINGUÍSTICAS ANTIRRACISTAS
Currículo; Diversidade Cultural; Ideologia linguística; Formação de professores.
As políticas linguísticas para o ensino de língua portuguesa precisam ser pautadas em uma perspectiva antirracista e diversa a fim de romper com o pensamento colonial quanto à hegemonia da norma culta e valorizar, assim, outras formas de expressão linguística, as quais refletem os pensamentos e saberes ancestrais do povo negro. A formação de professores, portanto, precisa contemplar o tema do racismo (linguístico) e da diversidade cultural, fornecendo aos educadores subsídios teóricos e práticos para lidar com a negritude e a diversidade linguística e cultural em sala de aula. Além disso, essa educação libertária deve ser estimulada por meio de estratégias pedagógicas que valorizem a pluralidade de vozes e a representatividade étnico-racial. Desse modo, o currículo de língua portuguesa pode ser utilizado como um instrumento para a promoção da igualdade racial e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Tendo isso como perspectiva, esta dissertação em construção se desenvolve a partir de três eixos temáticos principais: ideologia no ensino de língua e inclusão de políticas linguísticas antirracistas no currículo de língua portuguesa; ensino de língua portuguesa baseado nos pressupostos teóricos dos documentos oficiais que embasam o desenvolvimento e orientação do trabalho pedagógico; e a organização curricular do ensino de língua portuguesa em São Francisco do Conde-BA. Utilizamos como referencial teórico: Arroyo (2013), Chauí (2008), Lagares (2019), Gnerre (1991), Bagno (2002), Freire (2006), Nascimento (2020), Gomes (2010), dentre outros autores que se dedicam ao estudo das questões de políticas linguísticas, currículo, educação e relações étnico-raciais. O objetivo maior do trabalho é analisar o ensino de língua portuguesa no currículo franciscano no que tange à educação antirracista e ao combate ao racismo linguístico. Nesse sentido, é importante destacar que a implementação de políticas linguísticas antirracistas deve ser vista como um processo contínuo e dinâmico, que exige a participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional. É necessário que a sociedade como um todo esteja engajada em uma luta contra o racismo e a discriminação, reconhecendo e valorizando a diversidade cultural e linguística presente em nosso país.