O ENSINO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA OUVINTES: INCLUSÃO À COMUNIDADE AFRO-SURDA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE- BAHIA
Libras, Diversidade, Politicas Linguística, Inclusão.
O presente estudo visa compreender as práticas de ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como segunda língua para ouvintes em uma comunidade afro-brasileira no município de São Francisco do Conde, Bahia. A análise é embasada em documentos oficiais, tais como o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, com o propósito de investigar a efetiva implementação da Libras nas escolas locais. Dentre os aspectos abordados, destaca as concepções de linguagem e Libras, inspirada na ideia de Ronice Quadros (1997), bem como uma apresentação da comunidade afro-surda do município à luz do multiculturalismo, baseada nas reflexões de Candu (2008). A pesquisa também aborda a inclusão e diversidade linguística, segundo as contribuições de Vilhalva (2009). A análise revela que a concepção de Libras como segunda língua para ouvintes transcende o mero ensino da língua em si, requerendo uma compreensão mais ampla da cultura surda e das necessidades específicas dessa comunidade, conforme apontado por Quadros (1997). Destaca-se a importância de uma abordagem inclusiva no ensino de Libras, que leve em consideração as particularidades linguísticas e culturais da comunidade surda. Ao analisar o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, são identificados aspectos positivos e desafios na implementação da Libras como segunda língua para ouvintes. As conclusões deste estudo documental oferecem valiosas contribuições para aprimorar o ensino de Libras e promover a inclusão da comunidade surda em São Francisco do Conde. Apresentando-se como uma pesquisa exploratória, o estudo busca desvendar as práticas de ensino e a implementação da Libras nas escolas municipais, fornecendo valiosas e relevantes contribuições para futuras investigações nesse campo.