As contribuições das narrativas do(a)s mestre(a)s de saber para a alfabetização na educação escolar quilombola
Educação Quilombola, Narrativas Orais, Leitura e Escrita, Alfabetização, Prática Pedagógica.
O presente trabalho aborda possíveis contribuições das narrativas orais dos mais velhos/mais velhas no processo de alfabetização dos (as) estudantes em uma comunidade quilombola. O objetivo central desta pesquisa é contribuir para uma prática pedagógica que valorize a realidade histórica, social e cultural do quilombo Monte Recôncavo. Sendo assim, pretende-se utilizar as narrativas orais contadas pelo (a)s mestre(a)s do saber, da comunidade quilombola do Monte Recôncavo como, instrumento de valorização da identidade quilombola, além do desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. Trata-se,pois, de um processo pedagógico atrelado à manutenção da continuidade da tradição oral desse território, com intuito de contribuir com o desenvolvimento do processo de leitura e escrita, por meio de diálogos pedagógicos intencionais, planejados e contextualizados baseados no livro “ A gente já nasceu quilombola e não sabia” . Conforme prevê a orientação legal, o Ensino Fundamental na Educação Escolar Quilombola, deve considerar no seu currículo e nas práticas pedagógicas o respeito, a valorização e o estudo dos conhecimentos tradicionais produzidos pelas comunidades quilombolas. Com efeito, a arte de contar histórias, conforme apontam estudos é um caminho importante para o processo de aprendizagem. Nesta perspectiva, em termos metodológicos, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. No que tange à fundamentação teórica, serão utilizadas as bases legais que norteiam o sistema educativo (BNCC, PCNs, Referencial Curricular Franciscano e Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira), além de autores que versam acerca das questões a respeito da educação quilombola, alfabetização, narrativas orais e prática pedagógica em comunidades tradicionais. Destarte, como resultado desta pesquisa, proponho possíveis diálogos que podemos tecer ao trabalhar pedagogicamente com as narrativas orais em conexão com as turmas de 1º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais.