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Banca de DEFESA: VANESSA JESUS DE SENA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VANESSA JESUS DE SENA
DATA: 26/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: UNILAB (Google meet)
TÍTULO:

SABERES EM ELIANA ALVES CRUZ: o (re)existir negro e a escrita literária contra-hegemônica amefricana em A vestida


PALAVRAS-CHAVES:

A Vestida. Eliana Alves Cruz. Racismo. Literatura negro-brasileira. Ancestralidade. Amefricanidade. Escrevivência.


PÁGINAS: 133
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Brasileira
RESUMO:

A coletânea de contos A Vestida (2022), da escritora Eliana Alves Cruz, aborda temas como ancestralidade, afetividade, memórias, vivências, resistências e as dificuldades enfrentadas pelas corporificações negras. Composta por 15 contos literários negro-brasileiros, a obra permite questionar o legado do passado colonialista e as suas consequências na atualidade. A autora expõe, de forma incisiva, questões como o racismo, o sexismo e o patriarcado, destacando as opressões sofridas por pessoas negras desde o período escravagista pela supremacia branca. A Vestida desafia o ideário do “Eu” hegemônico, frequentemente usado como parâmetro para definir existências, e permite uma leitura contra-hegemônica, da qual esse trabalho se vale e para a qual o conceito de Amefricanidade de Lélia Gonzalez é essencial. Além disso, as experiências negras presentes na obra são analisadas em diálogo com o conceito de Escrevivências (2020), de Conceição Evaristo; Amefricanidade e racismo por denegação (1988), de Lélia Gonzalez, e com a noção de Tempo Espiralar (2021), de Leda Maria Martins, que reconhece a memória como um Movimento Espiralar contínuo, entrelaçando passado, presente e futuro. Almeja-se, a partir da análise contribuir para uma compreensão mais profunda das vozes negras e suas narrativas, que destaca o poder transformador da memória, da ancestralidade e das experiências negras. Assim, a narrativa de Eliana Alves Cruz evidencia uma tessitura contracolonial que valoriza a resistência, subjetividades, cosmogonias, e experiências negras num fluxo temporal dinâmico e regenerativo possibilitando o diálogo entre literatura e racismo, propondo uma literatura que ao desafiar as visões e valorizar temporalidades e saberes negro-brasileiros se faz fundamental para a cena literária brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1388493 - LILIAN PAULA SERRA E DEUS
Externo ao Programa - 2215602 - MIRIAN SUMICA CARNEIRO REIS
Externo à Instituição - FRANCIANE CONCEIÇÃO DA SILVA - UFPB
Externo à Instituição - WELLINGTON MARÇAL DE CARVALHO - UFMG
Notícia cadastrada em: 12/12/2024 09:25
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