Escrevivência, ancestralidade e protagonismo da mulher negra: memórias e atravessamentos entre “Regina Anastácia”, “Sabela” e Vó Honorina, a Médica das ervas.
Ancestralidade negra. Escrevivência. Literatura afro-brasileira. Protagonismo feminino negro.
A escrevivência de Conceição Evaristo abre portas para que outras histórias negras sejam compartilhadas. Assim, neste trabalho a escrevivência, protagonismo e ancestralidade negra são os temas que permitem que memórias sejam resgatadas e mostrem atravessamentos entre a vida de mulheres negras e seu atuar dentro da sociedade. “Regina Anastácia”, “Sabela” e Vó Honorina, a Médica das ervas são as três mulheres negras que direcionam narrativas experienciadas pelo corpo-voz de cada personagem externando atravessamentos de protagonismo, ancestralidade e vivências comuns às mulheres negras silenciadas historicamente. A dissertação traz a contextualização histórica do atuar da mulher negra dentro da sociedade traçando possíveis ligações entre o texto ficcional literário e o cotidiano dos indivíduos, apresentando uma análise que se sustenta em teóricas do feminismo negro como por exemplo: bell hooks, Lélia Gonzalez, Ângela Davis, Denise Carrascosa, Carla Akotirene e tantas outras que se apresentarão ao longo do texto combatendo apagamentos e silenciamentos contra mulheres negras, objetivos deste trabalho. Análise literária intercalada com relatos de memória são postos para que vozes negras falem por si através destes escritos.