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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA DE FÁTIMA ANDRADE DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA DE FÁTIMA ANDRADE DOS SANTOS
DATA: 01/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Unilab
TÍTULO:

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS AFRICANAS E AFRO-DIASPÓRICAS: CONSTRUINDO UMA EDUCAÇÃO AFRORREFERENCIADA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

Contação de Histórias. Literatura Africana e Afrodiaspórica. Educação afrorreferenciada. Lei 10.639/2003. Oficinas Pedagógicas.


PÁGINAS: 74
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

Este estudo integra o Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Estudos de Linguagens: Contextos Lusófonos Brasil-África (UNILAB / MEL Malês), vinculado à linha de pesquisa “Estudos das Linguagens em Contextos Educacionais”. Tem como objetivo geral é Elaborar uma proposição teórico‑metodológica de contação de histórias africanas e afrodiaspóricas, com vistas a uma prática pedagógica afrorreferenciada para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental. A questão investigativa se delineia a partir da seguinte indagação: Como a contação de histórias africanas e afrodiaspóricas pode contribuir para uma prática pedagógica afrorreferenciada e para o processo de ensino e aprendizagem de crianças/adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental?  A pesquisa parte da compreensão de que a ausência de referenciais positivos à história e à cultura negras nos currículos escolares impacta negativamente na formação das subjetividades de crianças e adolescentes negros(as), contribuindo para a perpetuação do racismo e da exclusão. Neste contexto, tem como objeto central a contação de histórias africanas e afrodiaspóricas, como suporte para subsidiar práticas pedagógicas que valorizem a ancestralidade, a identidade e a autoestima dos(as) estudantes, contribuindo para a construção de uma educação afrorreferenciada. Embasada nos estudos de Madhubuti & Madhubuti (1990), Cavalleiro (1999), Munanga (2005), Santiago (2019), Gomes (2005, 2017), Pinheiro (2020), Busatto (2012), Sisto (2012), entre outros, avança no sentido de demonstrar que a contação de histórias é uma estratégia didática e política, com potencial de resgatar e afirmar saberes historicamente silenciados, além de fortalecer práticas educativas que descentralizem a visão eurocêntrica predominante na escola. A tessitura metodológica tem como base a abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa de intervenção propositiva, de Oficinas de Contação de Histórias africanas e afrodiaspóricas. Com vistas a referendar o potencial formativo com jovens e adolescentes, especialmente no que se refere à valorização da ancestralidade, ao reconhecimento identitário e ao enfrentamento ao racismo. O estudo se justifica pela necessidade de promover práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial e pela urgência de efetivar, de forma crítica e significativa, as diretrizes das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 no cotidiano escolar. O que sobremaneira, contribuirá para a valorização e o respeito da diversidade étnico-racial, além da construção de uma educação afrorreferenciada que fomente a inclusão das diferentes identidades culturais negras no contexto educacional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2418454 - CARLA VERONICA ALBUQUERQUE ALMEIDA
Interno - 2353910 - LUCILENE REZENDE ALCANFOR
Externo à Instituição - LUCIENE SOUZA SANTOS - UEFS
Notícia cadastrada em: 26/11/2025 11:31
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