A LINGUAGEM DO GRAFITE EM SALA DE AULA: POSSIBILIDADE PARA LETRAMENTO ANTIRRACISTA
Letramento de resistência, Grafite, Expressão artística
O grafite emergiu como um elemento visual intrinsecamente ligado às subculturas do movimento hip-hop. Ao longo do tempo, esse meio de expressão artística evoluiu, passando do uso de simples pincéis de feltro para o desenvolvimento de técnicas complexas e o emprego de sprays, o que permitiu a criação de estilos únicos de letras. No entanto, é importante reconhecer que o grafite emerge de um contexto no qual tais formas de expressão textual foram historicamente marginalizadas. Nesse contexto, surge a necessidade de realizar uma análise aprofundada da interligação entre o grafite e o letramento racial. Esta dissertação se propõe a desvendar e desconstruir as suposições que ligam essas formas de expressão ao estigma da marginalização. Através dessa investigação, contribuiremos para um entendimento mais amplo e informado deste tema, abrindo espaço para novos estudos e discussões. É imperativo que reconheçamos o grafite como uma manifestação legítima da arte e do letramento, sem relegá-lo à margem da sociedade. A valorização do grafite como atividade artística e sua integração nos aspectos gramaticais devem ser promovidas para permitir que pessoas de todas as origens étnicas, sejam elas brancas ou negras, tenham acesso a essa forma de expressão sem serem vítimas de estereótipos. O grafite, como veículo de manifestação artística, está intrinsecamente conectado à música, à dança, à literatura e ao letramento. Essa forma de expressão oferece um vasto potencial para proporcionar oportunidades às crianças e aos jovens, capacitando-os a explorar e aprimorar suas habilidades através do grafite e da liberdade de expressão. É fundamental que reconheçamos a riqueza cultural e a contribuição significativa que o grafite pode oferecer à sociedade, ao mesmo tempo em que promovemos um ambiente inclusivo e livre de estereótipos para todos os que desejam se envolver nessa forma de arte.