LEXIAS IDENTITÁRIAS DE MULHERES HOMOAFETIVAS EM ANGOLA
tabu linguístico, mulheres negras, homoafetividade, Angola
Este trabalho tem como tema “LEXIAS IDENTITÁRIAS DE MULHERES HOMOAFETIVAS EM ANGOLA” tem o intuito de mapear e analisar termos usados nos respectivos países de língua portuguesa que fazem referências às mulheres homoafetivas que estão universalmente categorizadas em signos linguísticos ocidentais, além de compreender como as identidades homoafetivas são impactadas por termos neológicos presentes nos diferentes territórios. A partir da discussão do tabu linguístico de Mansur Guérios (1956) e dos diálogos com a imposição linguística via colonização apresentado por Inocência da Mata (2019) percebemos que os tabus dentro da linguagem lusófona nos respectivos países estão associados a aculturação de valores e crenças que são reproduzidos pelo fenômeno linguístico da substituição. A escolha lexical para nomear mulheres homoafetivas está incorporada à uma percepção hegemônica herdada da colonialidade, visto que, as lexias estão classificadas em dois eixos principais; sexualização do corpo feminino homoafetivo e das suas práticas sexuais e/ou da masculinização. Em complemento, Gloria Anzaldua (2009) expressa que as “lésbicas” são vistas como predominantemente brancas e de classe média. E que o mundo adquiriu o termo por osmose. Percebemos que a socialização de mulheres negras homoafetivas é marcada por uma categorização identitária. E as estruturas que sustentam o imaginário social é articulado por termos que categorizam mulheres negras homoafetivas.