SABERES EM ELIANA ALVES CRUZ: o (re)existir negro e a escrita literária contra hegemônica amefricana em A vestida
A Vestida. Eliana Alves Cruz. Racismo. Literatura negro-brasileira. Ancestralidade. Amefricanidade. escrevivência.
A ancestralidade, as memórias, as vivências, resistências e as mazelas que perpassam as corporificações negras são temáticas propostas na antologia de contos A vestida (2021), da escritora Eliana Alves Cruz, uma narrativa composta por 15 contos negro-brasileiros. A escritora, através de seus contos, possibilita questionar o passado colonialista e as suas consequências na atualidade. A autora em suas produções expõe o racismo estrutural, o sexismo, o patriarcado e tantas outras questões a que negras/os foram submetidas/os desde o período escravagista por meio da supremacia branca. A vestida de Eliana Alves Cruz permite interpelar o ideário de eu hegemônico, tomado como paramêtro definidor de esxistências. Nesse sentido, objetivo identificar os saberes localizados na narrativa contista, sob uma perspectiva de leitura contra hegemônica para a qual o conceito de amefricanidade de Lélia Gonzalez se faz fundamental. Além disso, as vivências negras presentes na obra através de tessituras contracoloniais serão lidas em diálogo com o conceito de “escrevivências”, de Evaristo