A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA DA ETNOMATEMÁTICA: CAMINHOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS (ERER) NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Educação para as Relações Étnico-Raciais. Etnomatemática. Formação
Esta pesquisa busca compreender de que forma a formação continuada pode colaborar para a implementação da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), articulada à abordagem da Etnomatemática, no ensino de Matemática dos anos finais do ensino fundamental. Parte-se da constatação de desigualdades raciais persistentes no sistema educacional brasileiro, evidenciadas por dados demográficos e indicadores de desempenho escolar, que apontam diferenças significativas entre estudantes brancos e negros. Com abordagem qualitativa, a investigação adota o estudo de caso como estratégia metodológica, tendo como campo empírico duas escolas públicas urbanas do município de Itaitinga, no Ceará, com predominância de estudantes autodeclarados pretos ou pardos. A pesquisa, ainda em desenvolvimento, utiliza análise bibliográfica e documental, além de entrevistas semiestruturadas com gestores de duas escolas municipais, situadas na sede do município, que atendem apenas a etapa dos anos finais do ensino fundamental professores. O referencial teórico fundamenta-se nas contribuições de Freire (1996), Candau (2012, 2020), Pimenta (2007), Pimenta e Lima (2019), Gatti (2010, 2013, 2015, 2020), Munanga (2015, 2022), Gomes (2005a, 2005b, 2012a, 2012b), D’Ambrosio (2022) e Knijnik (2013, 2017), dentre outros, cujas obras discutem formação docente, educação antirracista, valorização dos saberes culturais e práticas pedagógicas na perspectiva da Etnomatemática. Ao final, a pesquisa pretende propor um plano formativo que contribua para a efetivação da ERER no ensino de Matemática, com vistas a colaborar na promoção de uma educação mais inclusiva, democrática e socialmente comprometida.