FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES E INTERCULTURALIDADE CRÍTICA: INSURGÊNCIAS DIANTE DAS DIFERENÇAS SOCIOCULTURAIS EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE JIJOCA DE JERICOACOARA/CE
Diferenças socioculturais. Formação de Professores. Interculturalidade Crítica. Insurgências.
O atual contexto educacional é profundamente atravessado pela diversidade cultural, étnica e social, o que impõe à escola o desafio de superar práticas pedagógicas homogêneas e excludentes. Nesse cenário, a formação de professores, sob a perspectiva da interculturalidade crítica, configura-se como um espaço estratégico para a construção de saberes que dialoguem com a realidade plural dos sujeitos escolares. Esta dissertação justifica-se pela necessidade de compreender como a interculturalidade crítica tem sido (ou não) incorporada à formação continuada de professores em contextos escolares específicos e quais desafios, tensionamentos e insurgências emergem quando os docentes se deparam com as diferenças socioculturais presentes no cotidiano escolar. Assim, propõe-se investigar como essa perspectiva se manifesta e é tensionada na formação continuada de professores de uma escola pública municipal situada em Jijoca de Jericoacoara/CE, com ênfase nas insurgências docentes diante das diferenças culturais e sociais vividas no espaço escolar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e será conduzida por meio do método de estudo de caso, utilizando entrevista semiestruturada com professores atuantes em sala de aula, além do uso de diário de campo e análise documental. Essas últimas estratégias serão especialmente mobilizadas durante e após a realização das Oficinas Pedagógicas, que comporão o produto educacional desta pesquisa. A fundamentação teórica ancora-se em autoras e autores como Walsh (2001, 2009, 2019), Candau e Russo (2010), Candau e Oliveira (2010), Freire (1987,1996) Coppete (2012), entre outros que contribuem para o aprofundamento da interculturalidade crítica na formação docente. A pesquisa encontra-se em fase de desenvolvimento, mas caminha com o propósito de destacar a urgência de repensar a formação continuada como espaço de escuta, crítica e reinvenção, capaz de fomentar uma prática sensível à diversidade, comprometida com a justiça social e com a valorização dos saberes e identidades diversas que habitam a escola pública.