POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EDUCACIONAIS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE: RAÇA, CLASSE E TERRITÓRIO EM ANÁLISE NO ENSINO DA PRODUÇÃO TEXTUAL
Políticas linguísticas educacionais; produção textual; formação de professores.
Este exame objetiva investigar as políticas linguísticas educacionais que conduzem os processos didático-pedagógicos nas aulas de produção textual da escola EMTI João Nogueira Jucá, localizada no bairro Sapiranga-Coité em Fortaleza. Utilizaremos, para a compreensão dessas políticas, documentos que norteiam as práticas pedagógicas desse campo de ensino, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que assume uma dimensão nacional no que diz respeito às habilidades e competências para o ensino, o Documento Curricular Referencial do Ceará (DCRC), que assume uma dimensão estadual, e por fim, o documento curricular individual da escola. Para a análise desses estudos, contrastaremos aspectos raciais, de classe e de território, na tentativa de compreender as particularidades da escola. A pesquisa integra perspectivas teóricas de autores autores do campo dos estudos da linguagem, – como Bakhtin (2011), Moita Lopes (2003, Fiorin (2013), Marchuschi (2004), dentre outros – do campo de estudos das Políticas Linguísticas, – como Louis-Jean Calvet (2007), Cristine Severo (2013), Bethania Mariani (2004), Xoán Lagares (2018), Bernard Spolsky (2009), Alastair Pennycook (2001), dentre outros, – do campo da educação para as relações étnico-raciais – Nilma Gomes (2005), Franz Fanon (2008), Kabenguele Munanga (2000), Gabriel Nascimento (2019), dentre outros – e no que diz respeito aos estudos sobre educação e formação docente, principalmente a partir de Paulo Freire. Por fim, a pesquisa mergulha no problema da desvalorização do sistema educativo em decorrência do processo de globalização vivenciado na atualidade em muitos países do mundo, mais especificamente no Brasil.