DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM ROTEIRO DE SIMULAÇÃO CLÍNICA NO MANEJO DE FERIDAS DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO COM O USO DA TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA
Ferimentos e Lesões; Cicatrização; Técnicas de Fechamento de Feridas; Tratamento de Ferimentos com Pressão Negativa; Cuidados de Enfermagem
Introdução: Feridas denominadas de difícil cicatrização são as lesões crônicas, que apresentam resistência às intervenções terapêuticas convencionais, as quais demonstrando deterioração nas características do exsudato, surgimento de tecido de necrose e/ou esfacelo no leito, aumento em seu tamanho com alterações em bordas e presença de biofilme. O tratamento dessas feridas envolve diversas abordagens terapêuticas, que, se não manejadas de forma correta, pode trazer graves consequências ao paciente, até a morte. Dentre os avanços tecnológicos no tratamento de feridas, a Terapia por Pressão Negativa (TPN) surge como uma abordagem terapêutica avançada que demonstra resultados promissores na cicatrização de feridas complexas. Neste cenário, ressalta-se que, através da criação de cenários realistas, a simulação permitirá aos profissionais, vivenciar situações clínicas que se assemelham ao ambiente da prática real. Oportunizando-os praticar suas habilidades na assistência ao paciente com ferida complexa, fomentando a implementação de intervenções adequadas e a tomada de decisões assertivas, quanto ao manejo das terapias. Objetivo: Desenvolver e validar o conteúdo de um roteiro de simulação clínica no manejo de feridas de difícil cicatrização ao uso da terapia por pressão negativa para enfermeiros especialistas. Método: Trata-se de um estudo metodológico que se propõe a desenvolver e validar em conteúdo e aparência um roteiro de simulação clínica no manejo de feridas de difícil cicatrização com o uso da terapia por pressão negativa. A operacionalização da pesquisa se dará através de cinco etapas, sendo elas: Embasamento teórico fomentado por uma revisão integrativa de literatura; Elaboração textual a partir do modelo proposto por Jeffries, no qual define-se um padrão de design para construção de cenários de simulação clínica como estratégia de ensino e aprendizagem, seguindo uma sequência composta por cinco áreas (objetivos, realismo, complexidade, pistas e debriefing); Validação de conteúdo e aparência por meio de juízes especialistas (22 especialistas com comprovada experiência (assistencial e/ou docência e/ou pesquisa) na área de estomaterapia e/ou dermatologia e/ou simulação clínica); Validação da aparência (pós graduandos em estomaterapia e/ou dermatologia e/ou profissionais especialistas habilitados com no mínimo um ano de experiencia na área); Adequação do cenário. Ressalta-se que a pesquisa seguirá os aspectos éticos e legais conforme a resolução 466/2012 e 510/2016.