RISCO PARA DIABETES MELLITUS E DISBIOSE EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): LIMITES E POSSIBILIDADES DE AÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Transtorno do Espectro Autista (TEA); Seletividade Alimentar; Comportamento Alimentar Infantil.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits de interação social e comportamentos restritivos, afetando diversas áreas do desenvolvimento. Estudos recentes indicam uma maior prevalência de condições metabólicas, como o diabetes mellitus (DM), em crianças com TEA, além de uma possível associação com a disbiose intestinal. A microbiota intestinal desempenha um papel fundamental no desenvolvimento neurológico e pode influenciar comportamentos característicos do TEA, sugerindo que a saúde intestinal possa ser uma via relevante para intervenções no manejo dessa população. Objetivo: Analisar a associação entre a frequência alimentar das famílias e o risco de disbiose em crianças com TEA, além de examinar o impacto de comportamentos e hábitos alimentares nos biomarcadores de resistência à insulina. Método: Trata-se de um estudo transversal realizado nas equipes da Estratégia de Saúde da Família no Litoral Leste do Ceará, incluindo os municípios de Aracati, Icapuí e Itaiçaba. A amostra inclui todas as crianças diagnosticadas com TEA, cujas famílias estão cadastradas nos serviços de atenção primária desses municípios. Serão coletados dados antropométricos e bioquímicos, além de aplicar instrumentos específicos para avaliar frequência e comportamento alimentar familiar, disbiose e estado de saúde metabólica das crianças. Resultados esperados: Espera-se que o estudo identifique padrões alimentares que influenciam o risco de disbiose em crianças com TEA, bem como sua associação com indicadores de resistência à insulina. Ademais, o estudo busca contribuir para a compreensão dos efeitos da dieta e saúde intestinal no manejo do TEA, ampliando a base de conhecimento para intervenções futuras na Atenção Primária à Saúde.