Aromaterapia no Cuidado de Enfermagem em Saúde Mental: uma revisão
integrativa.
Aromaterapia. Enfermagem. Ansiedade. Estresse.
Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as
evidências disponíveis sobre o uso da aromaterapia pela enfermagem no manejo da ansiedade,
do estresse e da insônia em diferentes contextos clínicos e ocupacionais. Foram consultadas as
bases de dados PubMed, LILACS e SciELO, abrangendo publicações entre 2018 e 2025, com
seleção criteriosa de dezoito estudos originais. Os achados revelaram efeitos terapêuticos
consistentes associados ao uso de óleos essenciais como lavanda, bergamota, gerânio e rosa,
cujas propriedades químicas atuam sobre o sistema límbico e promovem respostas
neurofisiológicas de relaxamento e regulação emocional. A intervenção demonstrou benefícios
em pacientes oncológicos, mulheres climatéricas, indivíduos em período pós-operatório,
profissionais de enfermagem submetidos à sobrecarga laboral e cuidadores informais. Além da
eficácia clínica, destaca-se o papel estratégico da enfermagem na mediação das práticas
integrativas, conduzidas com base em conhecimento técnico e escuta sensível. Apesar das
evidências favoráveis, a revisão apontou limitações metodológicas em parte dos estudos, como
amostras reduzidas e heterogeneidade nos protocolos. Conclui-se que a aromaterapia
representa uma ferramenta válida e promissora na prática da enfermagem, alinhada aos
princípios do cuidado humanizado, integral e baseado em evidências, especialmente no
enfrentamento de sintomas psicoemocionais.