USO RACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS EM CRIANÇAS DE 0 A 10 ANOS NO MUNICÍPIO DE PALMÁCIA - CE: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DOS PAIS / RESPONSÁVEIS
Palavras-chave: Uso racional. Uso popular. Plantas medicinais. Crianças. Reações adversas.
O uso de plantas medicinais é uma prática antiga e comum em diversas partes do mundo,
principalmente em países em desenvolvimento, tanto por questões culturais quanto por fatores
socioeconômicos. Existem, atualmente, várias políticas que regulamentam o uso de
fitoterápicos no Brasil. Porém, na prática, há pouco conhecimento por parte da população e de
muitos profissionais de saúde acerca das possíveis e potencialmente perigosas reações adversas
e interações medicamentosas que podem ocorrer durante o uso desse tipo de medicamento. A
população pediátrica pode ser ainda mais vulnerável às complicações devido a fatores
fisiológicos. No contexto do uso de plantas medicinais e uso de fitoterápicos se torna mais
preocupante pela possibilidade de interação medicamentosa e desenvolvimento de reações
alérgicas, podendo interferir negativamente no desenvolvimento da criança. Objetivos:
Verificar o conhecimento dos pais/responsáveis sobre o cultivo e preparo das plantas medicinais
e fitoterápicos nas formas de chás, xaropes, lambedores e outros. Metodologia: Trata-se de um
estudo transversal, observacional de abordagem quantitativa. A população do estudo foi
composta pelos pais/responsáveis de crianças de 0 a 10 anos que moram no município de
Palmácia-CE no período de julho de 2022 a julho de 2023. Quanto à técnica de coleta de dados
usada, adotou-se o formulário composto de perguntas fechadas, abertas e mistas com perguntas
sobre características sociodemográficas, idade, estado civil, escolaridade, ocupação e sobre o
uso de fitoterápicos e plantas medicinais; as quais os pais/responsáveis utilizam em seus filhos.
Resultados: A partir do levantamento dos dados obtidos junto à população da zona rural e
urbana do município de Palmácia-CE verificou-se que (100%) dos entrevistados utilizam de
plantas medicinais para fins terapêuticos e essa tradição vem dos seus antepassados ou seja
tradição familiar 59 (56,2%), em seguida 13 (12,4%) buscam na internet essas informações, em
12 (11,4%) vem de informações dos vizinhos, em 10 (9,5%) entrevistados são profissionais de
saúde, de 5 (4,8%) são de informações de feirantes e escolas e, por fim, 1 (1%) nas associações
de moradores. Conclusão: Há uma significativa prevalência da utilização de fitoterápicos /
plantas medicinais, pela população em estudo, em suas crianças de 0 a 10 anos que apresentam
algum problema de saúde. O uso, na maioria dos casos, não é orientado por profissionais de
saúde e estes, por sua vez, não costumam questionar sobre o uso de medicamentos à base de
plantas durante atendimentos/consultas. Trabalhos que apresentem como objetivo principal a
identificação reações adversas e intoxicações pelo uso irracional de plantas medicinais e
fitoterápicos são necessários para que seja possível evitar desfechos potencialmente perigosos
em crianças de 0 a 10 anos de idade.