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2026
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  • CRISTIANE MELO POLETTO
  • CONHECIMENTO, ATITUDE E PRÁTICA DE MULHERES INDÍGENAS SOBRE O

    RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

  • Advisor : CAMILA CHAVES DA COSTA
  • Data: Feb 5, 2026
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  • O câncer de colo do útero (CCU) é uma das principais causas de mortalidade entre mulheres
    em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, onde o CCU é o terceiro tipo de câncer mais
    comum entre as mulheres. A principal causa desse câncer está associada ao Papilomavírus
    Humano (HPV), e sua detecção precoce, por meio do exame de citologia oncótica, pode resultar
    em cura ou controle eficaz da doença. No entanto, a adesão a esse exame ainda enfrenta
    desafios, especialmente entre populações vulneráveis, como as mulheres indígenas, que
    enfrentam barreiras culturais, sociais e econômicas para o acesso aos serviços de saúde
    preventiva. Este estudo tem como objetivo analisar conhecimento, atitude e prática das
    mulheres indígenas sobre a prevenção do câncer de colo do útero. Trata-se de um estudo
    avaliativo, do tipo inquérito CAP (conhecimento, atitude e prática), de corte transversal e
    abordagem quantitativa, que busca analisar as principais dificuldades que levam as mulheres
    indígenas a não realizarem a citologia oncótica no território de saúde indígena Pitaguary.
    Apresenta como critérios de inclusão ter vida sexual ativa, morar dentro das aldeias elencadas
    para o estudo, ser acompanhada na unidade de saúde. Já como critérios de exclusão aquelas
    mulheres que no momento da coleta de dados estejam afastadas da aldeia por motivos de
    adoecimento, mulheres que estejam gestantes ou até mesmo aquelas que apresentarem algum
    distúrbio neurosensitivo grave. Além disso, busca impactar diretamente as políticas públicas,
    contribuindo para a implementação de ações mais práticas e inclusivas nas Unidades Básicas
    de Saúde (UBS), e promovendo a conscientização sobre a saúde preventiva nas comunidades
    indígenas, movimentos à redução da incidência de câncer de colo do útero e à melhoria das
    coberturas e adesão de mulheres indígenas ao programa de prevenção do câncer do colo do
    útero. O presente estudo incluiu uma amostra de 129 mulheres, das quais a maioria possuía
    companheiro (79,1%), apresentava escolaridade em nível médio (42,6%), baixa renda familiar
    (87,6%) e tinha no auxílio governamental (65,9%) sua principal fonte de renda. Destaca-se que
    parcela significativa não exercia atividade laboral (59,7%) e residia na zona rural (98,4%).
    Observou-se elevada proporção de mulheres com vida sexual ativa (89,1%), embora com
    sexarca tardia (76%). De modo geral, a população estudada apresentou níveis adequados de
    conhecimento (93,8%), atitude (74,4%) e prática (71,3%). Os resultados ampliam a
    compreensão do comportamento preventivo do câncer do colo do útero em mulheres indígenas,
    indicando avanços no conhecimento, mas fragilidades nas dimensões da atitude e da prática, e
    reforçam a necessidade de fortalecer a atenção primária com estratégias culturalmente sensíveis
    e ações voltadas à redução das desigualdades. Além disso, algumas associações não lineares e diferenças entre subgrupos chamam atenção e indicam a influência de fatores contextuais e organizacionais nesse processo.

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