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Dissertações |
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MBIAVANGA ADÃO GARCIA
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Escritas silenciadas: o racismo editorial/sistêmico brasileiro na seleção de autoria africana e suas implicações no ensino e na pesquisa no Brasil.
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Data: 28/02/2024
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Este estudo abrange as literaturas africanas de língua portuguesa no âmbito do contexto brasileiro, com um enfoque crucial na identificação e análise das lacunas subjacentes nas pesquisas acadêmicas. Por meio de uma investigação minuciosa, este estudo destaca a prevalência de autores já consagrados nas discussões acadêmicas, e, consequentemente, a subvalorização das vozes menos reconhecidas, notavelmente as das autoras negras africanas. A pesquisa é meticulosamente organizada em cinco capítulos, abordando de maneira abrangente e interconectada diversos aspectos das literaturas africanas, tais como a sua presença nas instituições universitárias, o impacto da promulgação da Lei 10.639/03 na formação docente, a perspectiva das literaturas africanas como desconstrução de estereótipos arraigados e, por fim, a relevância da inclusão de autores africanos nos manuais escolares brasileiros. Através desta abordagem multifacetada, o estudo salienta a importância de ampliar e diversificar o espaço para vozes negligenciadas, promovendo assim a riqueza da diversidade cultural e desafiando preconceitos profundamente enraizados. Ao oferecer uma análise interdisciplinar e amplamente contextualizada, este estudo contribui significativamente para uma compreensão mais profunda e holística das literaturas africanas de língua portuguesa no cenário brasileiro contemporâneo.
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ROSEANE MEDEIROS DA SILVA
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LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA
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Data: 28/02/2024
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O presente trabalho tem como objetivo central discutir a importância da literatura afro-brasileira no processo da humanização e construção da identidade dos (as) estudantes da educação básica (9ª ano do ensino fundamental II) da rede pública de ensino. A literatura afro-brasileira se constitui como mecanismo de humanização, firmação identitária, instrumento de luta e resistência contra o racismo. Compreendemos que a seleção adequada dos textos literários pertencentes a tal categoria temática, bem como a correta aplicação de metodologia leitora de literatura nos espaços educativos, pode contribuir para a formação/firmação da identidade negra dos educandos. Nesta perspectiva, em termos metodológicos, utilizou-se de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e de bases legais que regem o sistema educativo (BNCC, PCN, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira). Logo, defendemos que a abordagem do texto literário demanda uma prática pedagógica sistematizada que viabilize a formação do leitor literário para que ele/ela se aproprie das possibilidades e potencialidades empreendidas pela literatura afro-brasileira, para isso propomos a elaboração de um material de apoio pedagógico como resultado desta pesquisa.
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LUANA NASCIMENTO MARINHO
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A POTENCILIADADE DAS PRÁTICAS MULTILETRADAS PARA A TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO ENSINO MÉDIO, COM ÊNFASE NA LEI 10639/03, NO COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO ANNA JUNQUEIRA AYRES TOURINHO.
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Data: 26/04/2024
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A potencialidade das práticas multiletradas para a transformação da educação no Ensino Médio, com ênfase na Lei 10639/03, é uma temática de grande relevância no contexto educacional atual. Nesse cenário, emergem objetivos específicos que se delineiam em torno da viabilidade do desenvolvimento dos multiletramentos, os quais englobam investigar a implementação da Pedagogia de Projetos no Colégio Estadual do Campo Anna Junqueira Ayres Tourinho como estratégia pedagógica para promover multiletramentos, avaliar os impactos dessa abordagem na integração das disciplinas do currículo escolar e investigar o engajamento e a aprendizagem dos alunos por meio da Pedagogia de Projetos. Com abordagem qualitativa, o estudo ressaltou a importância da capacitação dos professores diante das novas tecnologias e sua relevância para a educação. A Pedagogia de Projetos surge como um caminho promissor para promover multiletramentos, pois possibilita a integração de diferentes áreas do conhecimento, favorecendo uma abordagem interdisciplinar. Ao trabalhar com projetos que envolvem a utilização de múltiplas linguagens, como textos escritos, imagens, vídeos e recursos tecnológicos, os alunos têm a oportunidade de desenvolver habilidades e competências necessárias para a sociedade contemporânea. A Lei 10639/03 desempenha um papel fundamental nesse contexto, pois estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, contribuindo para a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo. Ao incorporar os conteúdos previstos na lei nas práticas multiletradas, os estudantes têm a oportunidade de conhecer e valorizar a diversidade cultural presente na sociedade, ampliando sua compreensão sobre a história e contribuições dos povos afrodescendentes para a formação do país. A conclusão do estudo apontou que as novas tecnologias demandam uma constante capacitação dos professores, a fim de que possam utilizá-las de forma eficaz no contexto educacional. Além disso, evidenciou-se que a abordagem da Pedagogia de Projetos, aliada aos multiletramentos, promove uma aprendizagem mais significativa e engajadora para os alunos, estimulando sua autonomia, criatividade e pensamento crítico. Ao trabalhar com projetos que exploram diferentes linguagens e estimulam a reflexão sobre a diversidade cultural, os estudantes são incentivados a se tornarem cidadãos conscientes de seus direitos e deveres na sociedade.
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ROMÁRIO DA ENCARNAÇÃO BOMFIM
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PREPOSIÇÕES EM VERBOS DE MOVIMENTOS NA ESCRITA FORMAL DO PORTUGUÊS DE ANGOLA
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Data: 10/05/2024
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Nesta dissertação, pretendemos apresentar uma descrição das preposições selecionadas em verbos de movimentos na variedade angolana do português, a partir de produções escritas, especificamente, de textos publicados em reportagens de jornais de notícias gerais e jornais da área de turismo. Segundo Castilho (2010), as preposições são palavras invariáveis que atuam como núcleo do sintagma preposicional, localizando no espaço e no tempo os termos aos quais se ligam, atuando como operadores de predicação, isto é, fazem atribuições de propriedades semânticas às palavras que relacionam. Em relação aos domínios das preposições, diversos estudos apontam propriedades divergentes quando comparamos as variedades brasileira (doravante, PB) e europeia (doravante, PE) do português, principalmente quando relacionamos o seu uso na complementação de verbos de movimentos (MOLLICA, 1996; OLIVEIRA, 2005; AVELAR, 2006; TORRES MORAIS & BERLINCK, 2006; PIRES, 2010; dentre outros). Avelar (2017), por exemplo, aponta que nos verbos direcionais de movimentos como ir, vir e chegar o PB atesta uma elevada frequência da preposição em, em detrimento da preposição a, largamente usada no PE, não desconsiderando, também, a preposição para presente nas duas variedades. Avelar também nos chama a atenção para o uso de a estar relacionada a um possível estilo formal, ao contrário do uso de em para situações espontâneas. Apresentamos, então, como essas preposições estão presentes na variedade do português angolano (doravante, PA), a partir de dados que contemplem a modalidade escrita da língua, que pressupõe uma maior formalidade e uso de uma norma linguística distinta da fala, em ocasiões específicas.
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ELAINE RODRIGUES SANTOS SANTIAGO
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INTERSECÇÕES ENTRE LÍNGUA INGLESA, GÊNERO, SEXUALIDADE E CORPO NA BNCC: ESCREVIVÊNCIAS DE UMA PROFESSORA
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Data: 28/05/2024
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A presente pesquisa foi desenvolvida dentro da área de estudos da Linguística Aplicada (LOPES, 2013) e tem, como objetivo geral, refletir em torno de como políticas educacionais influenciam e são influenciadas pelas experiências corporais, de gênero e de sexualidade das pessoas envolvidas no processo educativo. Em relação aos procedimentos metodológicos, apresenta-se como uma pesquisa autoetnográfica (ELLIS, ADAMS, BOCHNER, 2011; PARDO, 2019), e escrevivente (EVARISTO, 2020) e, para alcançar o objetivo, adoto uma abordagem metodológica mista, combinando a análise interpretativa das representações de corpo, gênero e sexualidade na BNCC com a análise interpretativa de relatos escreviventes elaborados a partir da minha experiência como docente de língua inglesa em escolas de Salvador. A análise dos relatos baseia-se no conceito de interseccionalidade (AKOTIRENE, 2001; CRENSHAW, 1994; COLLINS, 2000) na interface com os estudos de gênero (BENTO 2010, 2017; SCOTT 1988, 1995; BUTTLER, 1990; SAFFIOTI, 2009) e estudos sobre corpo, gênero, sexualidade e educação (LOURO, 2020, 2022; MATOS, 2021), bem como nos trabalhos que compõem o estado de arte, incluído no capítulo 1 dessa pesquisa. A partir da reflexão proposta no objetivo geral, a pesquisa explora as tensões, contradições e possibilidades emergentes dessas influências, bem como as formas pelas quais elas afetam a construção de identidades individuais e coletivas no ambiente escolar.
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ANA CRISTINA PEREIRA DA SILVA
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O ENSINO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA OUVINTES: INCLUSÃO À COMUNIDADE AFRO-SURDA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE- BAHIA
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Data: 29/05/2024
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O presente estudo visa compreender as práticas de ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como segunda língua para ouvintes em uma comunidade afro-brasileira no município de São Francisco do Conde, Bahia. A análise é embasada em documentos oficiais, tais como o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, com o propósito de investigar a efetiva implementação da Libras nas escolas locais. Dentre os aspectos abordados, destaca as concepções de linguagem e Libras, inspirada na ideia de Ronice Quadros (1997), bem como uma apresentação da comunidade afro-surda do município à luz do multiculturalismo, baseada nas reflexões de Candu (2008). A pesquisa também aborda a inclusão e diversidade linguística, segundo as contribuições de Vilhalva (2009). A análise revela que a concepção de Libras como segunda língua para ouvintes transcende o mero ensino da língua em si, requerendo uma compreensão mais ampla da cultura surda e das necessidades específicas dessa comunidade, conforme apontado por Quadros (1997). Destaca-se a importância de uma abordagem inclusiva no ensino de Libras, que leve em consideração as particularidades linguísticas e culturais da comunidade surda. Ao analisar o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, são identificados aspectos positivos e desafios na implementação da Libras como segunda língua para ouvintes. As conclusões deste estudo documental oferecem valiosas contribuições para aprimorar o ensino de Libras e promover a inclusão da comunidade surda em São Francisco do Conde. Apresentando-se como uma pesquisa exploratória, o estudo busca desvendar as práticas de ensino e a implementação da Libras nas escolas municipais, fornecendo valiosas e relevantes contribuições para futuras investigações nesse campo.
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LAILA GEOVANA MOREIRA BEIRÃO
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O contrato político-social a partir da obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus
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Data: 29/05/2024
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A prática do ensino de linguagem, literatura, direitos, política e filosofia deve ser conduzida para uma reflexão social e humana da relação entre as pessoas e suas ações. Refletir sobre o nosso tempo e os problemas políticos e sociais da nossa sociedade é dever da prática da educação, da arte, da literatura, filosofia e todos os meios de linguagem humana. Os principais objetivos a serem atendidos por este trabalho é compreender a materialidade e o movimento da literatura na obra Quarto de Despejo, diário de uma favelada face ao conceito de contrato social na vida dos seres humanos. A literatura de Carolina Maria de Jesus, sobretudo a obra Quarto de despejo diário de uma favelada, mostra com propriedade o movimento político de gênero, raça e classe econômica em uma sociedade que foi colonizada e ainda sofre com o resquício da colonização, como a alienação do racismo e a desigualdade econômica e de oportunidades entre as pessoas. O conceito de Estado foi desenvolvido e trabalhado por filósofos contratualistas que analisaram o desenvolvimento da passagem do Estado de natureza para o Estado/sociedade Civil, servindo de base para esta análise o conceito de Contrato Social de filósofos como Russeal, Hobbes, Locke, Marx, entre outros. Esta leitura se desenvolve a partir da fome como um fato social presente e latente no livro de Carolina Maria de Jesus. A escritora e filósofa, autora “da verdade e realidade” como disse Clarisse Lispector, Carolina fez do pensamento e das palavras instrumento de arte e reflexão crítica. O que Carolina escreveu e a maneira como escreveu, nas condições que ela tinha, foi, é, e continuará sendo um ato revolucionário. Por isto, neste trabalho defende-se o legado de Carolina Maria de Jesus além de literata, uma vez que é preciso lembrar que a literatura viva da autora é o movimento e a materialidade da filosofia. É necessário descolonizar o ensino das disciplinas, e ir além das fronteiras. Em uma passagem a autora diz que “a cor da fome é amarela”, porque quando ela sente fome ela vê tudo amarelo. Isto é fundamental para compreendermos a legitimidade do lugar político de fala desta intelectual que nos lança a ótica da luta pela sobrevivência e da liberdade social.
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CARLA MICHELE AMORIM DA SILVA
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A afetividade no contexto da prática pedagógica da Educação de Jovens e Adultos no CEAJAT
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Data: 18/06/2024
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Esta pesquisa científica se propõe a estabelecer uma compreensão acerca do papel do afeto na Educação de Jovens e Adultos, a fim de oferecer insights valiosos para educadores, gestores escolares e formuladores de políticas educacionais, ajudando-os a desenvolver estratégias e abordagens mais eficazes para atender às necessidades emocionais e acadêmicas dos(as) estudantes adultos. Após uma abordagem sobre o conceito de Afetividade, sua importância para a prática pedagógica na EJA, como mecanismo social, cognitivo e pedagógico embasada por estudiosos como Wallon, Freire, Espinosa, foram destacados os desafios da Educação de Jovens e Adultos, história, leis, políticas públicas, até adentrar o mundo dessa modalidade, na Escola Estadual do Campo Anna Junqueira Ayres Tourinho. A partir disso, são utilizados métodos que explorem, pedagogicamente, a participação dos envolvidos mais diretamente nesse processo (educandos e educadores) que estimulem a interação, além de incentivar a prática do conhecimento, conectando o conteúdo com as experiências de vida dos(as) estudantes adultos(as), colaborando para a construção coletiva do conhecimento, de forma mais leve, empática, estabelecendo um ambiente de confiança, a partir do conhecimento das experiências de vida e desafios específicos enfrentados pelos(as) estudantes adultos (as) na EJA.
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IRLENE SANTOS DE OLIVEIRA
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EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA ANTIRRACISTA: UMA DISCUSSÃO SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EDUCACIONAIS.
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Data: 19/06/2024
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Esta pesquisa se situa no âmbito do Programa de Pós-Graduação do curso de Mestrado em Estudos em Linguagens contextos Lusófonos: Brasil-África ofertado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB) Campus dos Malês - BA, vinculada à linha de pesquisa “Estudos Linguísticos e suas interfaces”. O trabalho em desenvolvimento objetiva entender como se dá o processo de Educação Linguística Antirracista em respeito às políticas linguísticas educacionais relacionadas à educação étnico-racial. Para tal, a pesquisa tem como campo de estudo duas escolas estaduais de ensino médio localizadas no município de São Francisco do Conde-BA. O trabalho fundamenta-se nos estudos de Gabriel Nascimento (2019), Nilma Lino Gomes (2018), Mauricio de Sousa e Neto (2021), Xoan Lagares (2019), Lélia Gonzalez (2020), dentre outros pesquisadores e pesquisadoras que buscam explicar a relação entre língua e as questões étnico-raciais, o racismo presente na língua portuguesa brasileira e o impacto dessas problemáticas na educação linguística dos cidadãos e cidadãs. A pesquisa tem cunho bibliográfico e exploratório, pois busca entender a educação linguística antirracista e suas possibilidades práticas no ensino de língua portuguesa. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, que conta com análises de documentos organizacionais do ensino de língua portuguesa, conversas com docentes e coordenadores e um estudo bibliográfico sobre as questões teóricas pertinentes. A partir do entendimento das práticas pedagógicas e das políticas linguísticas vigentes, percebe-se os caminhos possíveis de uma educação linguística que promovam a construção do antirracismo na sociedade a partir das práticas de linguagem.
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SANDRA REGINA ROZENDO DE JESUS
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ORIENTAÇÕES CURRICULARES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA POLÍTICAS LINGUÍSTICAS ANTIRRACISTAS
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Data: 10/07/2024
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As políticas linguísticas para o ensino de língua portuguesa precisam ser pautadas em uma perspectiva antirracista e diversa a fim de romper com o pensamento colonial quanto à hegemonia da norma culta e valorizar, assim, outras formas de expressão linguística, as quais refletem os pensamentos e saberes ancestrais do povo negro. A formação de professores, portanto, precisa contemplar o tema do racismo (linguístico) e da diversidade cultural, fornecendo aos educadores subsídios teóricos e práticos para lidar com a negritude e a diversidade linguística e cultural em sala de aula. Além disso, essa educação libertária deve ser estimulada por meio de estratégias pedagógicas que valorizem a pluralidade de vozes e a representatividade étnico-racial. Desse modo, o currículo de língua portuguesa pode ser utilizado como um instrumento para a promoção da igualdade racial e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Tendo isso como perspectiva, esta dissertação em construção se desenvolve a partir de três eixos temáticos principais: ideologia no ensino de língua e inclusão de políticas linguísticas antirracistas no currículo de língua portuguesa; ensino de língua portuguesa baseado nos pressupostos teóricos dos documentos oficiais que embasam o desenvolvimento e orientação do trabalho pedagógico; e a organização curricular do ensino de língua portuguesa em São Francisco do Conde-BA. Utilizamos como referencial teórico: Arroyo (2013), Chauí (2008), Lagares (2019), Gnerre (1991), Bagno (2002), Freire (2006), Nascimento (2020), Gomes (2010), dentre outros autores que se dedicam ao estudo das questões de políticas linguísticas, currículo, educação e relações étnico-raciais. O objetivo maior do trabalho é analisar o ensino de língua portuguesa no currículo franciscano no que tange à educação antirracista e ao combate ao racismo linguístico. Nesse sentido, é importante destacar que a implementação de políticas linguísticas antirracistas deve ser vista como um processo contínuo e dinâmico, que exige a participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional. É necessário que a sociedade como um todo esteja engajada em uma luta contra o racismo e a discriminação, reconhecendo e valorizando a diversidade cultural e linguística presente em nosso país.
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VIVIAN SILVA DA CRUZ
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A LINGUAGEM DO GRAFFITI EM SALA DE AULA: POSSIBILIDADES PARA UM LETRAMENTO ANTIRRACISTA
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Data: 23/08/2024
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Atualmente, o graffiti é um objeto de pesquisa em diversas áreas no Brasil. Embora relativamente recente no país, tendo chegado através da cultura hip-hop de Nova York entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980. As primeiras manifestações de graffiti, encontradas em pinturas rupestres, retratavam animais, caçadores e símbolos misteriosos. O graffiti moderno, surgido da escrita, continua a expressar críticas sociais, ligado ao movimento hip-hop. O letramento racial envolve práticas transformadoras que permitem aos indivíduos entenderem e analisarem a produção de si mesmos como sujeitos racializados. A pesquisa aqui discutida investiga em que medida o graffiti contribui para um processo de letramento antirracista na educação formal. O objetivo é verificar como o graffiti, enquanto linguagem, pode servir esse propósito. Especificamente, a pesquisa pretende: oferecer um panorama histórico do graffiti; relacionar o graffiti com a intervenção urbana; e analisar sua ligação com o estado da arte. Será desenvolvido um projeto escolar com alunos de uma escola em Salvador-BA, e também o estudo das artes dos grafiteiros Lee27 e Bigod e suas contribuições na Arte. O estudo propõe que o graffiti, além de sua dimensão estética, é uma poderosa ferramenta de comunicação sobre questões raciais e culturais. O primeiro capítulo, "História do Graffiti", explora as origens e evolução do graffiti, destacando sua importância em comunidades negras e latinas de Nova York como forma de resistência. Os capítulos seguintes, "Graffiti como Letramento de Resistência" e "O Impacto do Graffiti", aprofundam a análise sobre como essa arte urbana pode promover diálogo cultural e reflexão sobre questões raciais. A metodologia baseia-se em uma revisão de literatura, permitindo uma análise abrangente das fontes teóricas e empíricas. A estrutura do trabalho aborda desde a história do graffiti e seus principais artistas até seu papel como intervenção urbana e ferramenta de letramento de resistência, proporcionando uma compreensão aprofundada e organizada desse fenômeno.
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VERONICE FRANCISCA DOS SANTOS
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EXISTIR E RE-EXISTIR NO CHÃO DA ESCOLA: ESCREVIVÊNCIAS DE PRÁTICAS AFROCENTRADAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
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Data: 26/08/2024
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A presente pesquisa tem como tema central a Escrevivência de uma professora negra sobre práticas afrocentradas na Educação Infantil, entrelaçando o seu ‘eu-pessoal’ com o seu ‘eu-profissional’, suas memórias ancestrais, suas histórias e suas experiências como coordenadora pedagógica em uma escola situada no município de São Francisco do Conde - Bahia. Neste contexto, a questão investigativa reside na seguinte indagação: de que forma as escrevivências narradas por uma Coordenadora negra da Educação Infantil, corrobora para uma Prática pedagógica na perpectiva afrocentrada que estimule a autoestima das crianças em sua itinerância escolar? Tem como objetivo Geral: Analisar a escrevivência da própria pesquisadora acerca das práticas pedagógicas afrocentradas vivenciadas em uma escola da Educação Infantil da rede municipal de educação de São Francisco do Conde – BA. E como objetivos específicos para melhor elucidar os caminhos da pesquisa: a) Refletir sobre as itinerâncias de vida e formação da proponente da pesquisa; b) Problematizar sobre o silêncio que legitima as práticas racistas no cotidiano escolar, das crianças negras da Educação Infantil; c) Identificar as contribuições da Lei 10.639/03 para o desenvolvimento de práticas pedagógicas afrocentradas em uma escola da Educação Infantil; d) Analisar a autoestima das crianças, considerando as relações entre elas e os profissionais da escola. Para o alcance dos objetivos, se apoia em estudos que fundamentam e embasam a estrutura teórica-conceitual alicerçada por: Cavalleiro (2000; 2001) Gomes (1995, 2001, 2017), Ferreia (2021), Evaristo (2021), Asante (2009; 2019), Nogueira (2010; 2019), Romão(2001), hook ́s (2017), Kilomba (2019) dentre outras referências. A abordagem qualitativa trilha o caminho metodológico, tendo como ‘pano de fundo’ a escrevivência, referenciada pela intelectual escritora negra Conceição Evaristo. Reflete sobre as concepções de criança, infância e educação infantil, articuladas a problematização do racismo estrutural e institucional e seus desdobramentos nas práticas racistas para com as crianças negras, a partir das observações da autora, enquanto Coordenadora Pedagógica da instituição. As unidades de análise estão ancoradas nas práticas curriculares afrocentradas e no silenciamento escolar frente as atitudes explícitas e sutis de discriminação racial presentificadas na escola. Como resultados, destaca as experiências positivas que reverberam na autoestima das crianças negras. Conclui apontando que a prática pedagógica curricular afrocentrada coloca a criança negra como protagonista da sua história, a partir do agenciamento dado a elas, por meio de um trabalho de valorização da sua cultura ancestral no ambiente escolar.
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ALAÍNE FERREIRA DE MATOS
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PRÁTICAS DE LETRAMENTOS ANTIRRACISTAS NA INFÂNCIA: UM ESTUDO DE CASO EM SÃO FRANCISCO DO CONDE (BA)
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Data: 09/10/2024
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Ao se debruçar sobre a infância, especialmente a negra no Brasil, observa-se que há poucos trabalhos que demonstram formas de se efetivar práticas de letramentos antirracistas na educação infantil. Compreendemos que discutir essas práticas positivas no cenário da educação se torna algo extremamente necessário e crucial no enfrentamento ao racismo e às desigualdades raciais e sociais brasileiras. Nesse contexto, apresentamos o objetivo do presente estudo acadêmico, cujo foco central consiste em analisar as contribuições da educação, numa perspectiva antirracista, para o fortalecimento dos letramentos raciais, com ênfase em turmas de educação infantil, na escola Ana Tourinho Junqueira Ayres, localizada na Fazenda São Roque, mais precisamente, na comunidade do Macaco, que fica no município de São Francisco do Conde (BA). É importante delinear que essa pesquisa também tem o intuito de: 1) contribuir para a formação inicial nos cursos de licenciaturas, na perspectiva de incentivar/motivar a formação de professores antirracistas; 2) compreender a influência dessas práticas para o aumento da autoestima das crianças/alunos(as) negras(os), (pretas e pardas); 3) averiguar de que forma as práticas antirracistas influenciam na potencialização da identidade, representatividade e pertencimento. A partir desses objetivos, é importante salientar que a presente pesquisa é caracterizada por ser um estudo de caso em que se utilizam dados qualitativos, os quais serão coletados a partir de eventos reais, com o intuito de explicar, explorar, observar e descrever práticas vivenciadas no espaço escolar. Nessa abordagem, optou-se por uma perspectiva metodológica em que a coleta de dados será de forma longitudinal, a partir de registros fotográficos das práticas realizadas na escola em questão, bem como recolha de depoimento dos participantes e diálogos com a comunidade escolar, da qual faço parte.
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KARLA REGINA MEURA DA SILVA
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AJEUM LITERÁRIO DO DIREITO:
UMA ANÁLISE LITERÁRIA AFROCENTRADA DO LIVRO
“A JUSTIÇA É UMA MULHER NEGRA”
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Data: 25/10/2024
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O presente trabalho consiste em uma análise literária afroncentrada do Livro “A Justiça é uma Mulher Negra”, de autoria de Lívia Sant’anna Vaz e Chiara Ramos, constituindo-se como objetivo geral da pesquisa que se insere na linha de pesquisa “Estudos literários e suas Interfaces”. Apresenta a caracterização do que é literário no livro objeto da pesquisa e a interface entre Direito e Literatura, partindo do princípio da autonomia da vontade na Literatura. Na sequência enfatiza a importância da Literatura negro-brasileira e afrocentrada, e busca distinguir as interfaces entre os campos da Literatura e do Direito. Para tanto, lanço mão das temáticas da memória e da ancestralidade de mulheres negras na Justiça brasileira, bem como da resistência interseccional de mulheres negras operadoras do Direito, para evidenciar seus protagonismos para a Literatura negro-brasileira.
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KINDA RODRIGUES CONCEIÇÃO
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FOLCLORIZAÇÃO: REFLETINDO LINGUAGEM, RACISMO E FOLCLORE A PARTIR DE IDENTIDADES E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS
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Data: 11/11/2024
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O objetivo deste trabalho é analisar, enquanto foco principal, o conceito de folclorização e suas tipificações através da análise de transcrições de conteúdos audiovisuais presentes nas redes sociais (instagram, facebook e youtube) com depoimentos de pesquisadores e ativistas negros e indigenas: Sonia Guajajara, Vanda Witoto, Ailton Krenak, Bárbara Carine, Kananda Eller, Genilson Taquari Pataxó, Geni Núñez, Ana Maria Gonçalvez e Lélia Gonzalez. Na análise são considerados os aspectos da língua, linguagem e racismo através do extermínio de línguas, imposição linguística e hierarquias, relações de poder através da língua e do processo de colonização e folclorização, o linguicídio GONZALEZ (1986), a partir do epistemicídio e linguicídio CARNEIRO (2023) e o apagamento. Nesta análise, o racismo linguístico NASCIMENTO (2019) traz uma perspectiva da racialização da língua e seus aspectos de hierarquias sociais. O presente trabalho visa ainda descrever os corpos-territórios KREKAK (2019), através das concepções e construções sobre culturas e identidades plurais, as categorias de diferenciação “Outros” KILOMBA(2019), assim como a deformação da cultura SANTOS (2000) e genocídio cultural NASCIMENTO (1978), ocasionados pelo racismo e que expressam o fenômeno da folclorização do ser negro e do ser indígena. Os critérios de análise levam em consideração o folclore, lendas, mitos e apropriação por meio de estudos científicos sobre o folclore, as conceituações e as contextualizações de folcloristas (THOMS (1976), CASCUDO (1954), ANDRADE (2019) e ainda questionamentos tais como: o folclore tem cor? (racialização no folclore) para compreender o que são mitos, lendas, narrativas exotificadas e como a apropriação e aculturação transformam símbolos de resistência cultural e conhecimentos ancestrais em representações carregadas de estereótipos e alegorias, é preciso analisar o processo sócio-histórico-cultural de folclorização dos saberes e histórias de várias comunidades. A metodologia desta dissertação é descritiva e exploratória, com uma abordagem qualitativa. A pesquisa é de caráter documental e tem como objetivo analisar materiais fílmicos que abordam os conceitos em questão. Por meio de uma investigação bibliográfica busca-se evidenciar como os materiais analisados concretizam a interdisciplinaridade na folclorização.
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