Dissertações/Teses

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2026
Dissertações
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  • JÚLIA FERNANDES NOGUEIRA NEVES
  • AS ENUNCIAÇÕES DO TEMPO ESPIRALAR EM CONTOS
    NEGRO-BRASILEIROS

  • Orientador : LUDMYLLA MENDES LIMA
  • Data: 26/01/2026
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  • Este trabalho se insere no campo de tensões e disputas epistemológicas que atravessam a crítica literária nacional, partindo da urgência de problematizar o lugar marginalizado das cosmopercepções africanas nas análises da literatura negro-brasileira. A pesquisa tem como objetivo central pensar o tempo literário para além das amarras cronológicas do paradigma ocidental, propondo uma abertura crítica que reconheça os modos plurais de construção do tempo mobilizados por escritoras e escritores negros. Ancorando-se nos aportes teóricos de Leda Maria Martins, Cuti, Edmilson de Almeida Pereira, Antônio Bispo dos Santos e outros autores comprometidos com uma episteme afrodiaspórica, a dissertação analisa três contos — de Conceição Evaristo, Fátima Trinchão e Jarrid Arraes — como territórios de inscrição e tensionamento temporal. A partir das experiências narrativas, buscamos identificar manifestações do tempo que escapam à lógica linear, como o tempo espiralar, compreendido enquanto ferramentas estéticas, políticas e contra-colonizadoras. O estudo pretende, assim, aprofundar um deslocamento teórico-metodológico na crítica literária, que passa a considerar os atravessamentos da oralidade, do imaginário social e da performance na constituição de novas formas de ler o tempo na literatura negro-brasileira.

     

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  • JANDSON DOS SANTOS DA SILVA
  • QUESTÕES SOCIAIS: A EFETIVIDADE INTERACIONAL DO AGIR LINGUAGEIRO DOS AGENTES DE TRÂNSITO ENQUANTO EDUCADORES SOCIAIS

  • Orientador : CARLOS HERIC SILVA OLIVEIRA
  • Data: 27/01/2026
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  • Esta pesquisa, inserida no campo da Linguística Aplicada, surge de uma inquietação pessoal do pesquisador sobre a negligência na Educação para o Trânsito no âmbito social e nos espaços escolares. Nesse sentido, propomos como objetivo geral desta pesquisa: Desenvolver um estudo crítico-reflexivo sobre os aspectos que envolvem as atividades sociais de linguagem na abordagem educativa dos agentes de trânsito (policiais militares) do Estado de Sergipe do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), enquanto educadores sociais em formação, a fim de observar os agires humanos à luz do Interacionismo Sociodiscursivo associado à Linguística Aplicada, concomitante ao objetivo geral, os específicos são: “ Identificar o policial militar na sua atuação enquanto agente de trânsito; e refletir sobre a ação formadora dos policiais militares do Estado de Sergipe, percebendo a influência institucional na prática interacional em sua prática profissional na sociedade.”. Para alcançar os objetivos pretendidos, a pergunta norteadora consiste em entender se o agir humano dos policiais (educadores sociais em formação) é adequado para que a população seja efetivamente educada para um trânsito melhor. Desta feita, será possível modalizar as razões pelas quais a Educação para o Trânsito não está presente nos espaços formativos e nas práticas sociais. Diante disso, a formação cidadã envolve diversos saberes adquiridos ao longo da vida, mas a conscientização sobre boas práticas no trânsito é frequentemente deixada de lado. O Estado assume a responsabilidade por essa educação por meio de agentes estaduais de trânsito, como exemplo os policiais militares. No entanto, muitas vezes, esses profissionais não exercem essa função de maneira eficaz, recorrendo a abordagens coercitivas ou negligentes. A motivação da pesquisa surge da ideia de analisar as falhas implícitas na Educação para o Trânsito, com foco nas atividades interacionais de linguagem desses agentes. Busca-se compreender como a interação linguística desses profissionais influencia a formação do cidadão e quais desafios existem nesse processo. Para contemplar os estudos do ponto de vista o agir linguageiro nas práticas sociais formativas, a pesquisa se fundamenta nas contribuições teóricas do Interacionismo Sociodiscursivo (doravante ISD), a partir de Bronckart (2006; 2007; 2008; e 2012) e de Petrus (1997), com sua abordagem crítica sobre Educação Social. A estrutura da pesquisa está dividida em quatro seções: aspectos metodológicos, a perspectiva do educador social à luz do ISD, a teoria da Educação Social e, por fim, uma análise contextualizada dos dados textuais fornecidos pelos agentes de trânsito envolvidos, através de um questionário, em que, nesta análise, poderemos contemplar duas categorias do ISD: contextos de produção e as vozes. Como resultado da pesquisa, buscaremos apresentar análises a partir da produção de dados realizada através de formulários eletrônicos respondidos por policiais militares inseridos na polícia a partir do certame do edital disponibilizado no ano de 2018 no Estado de Sergipe. Os policiais foram participantes voluntários que aceitaram os termos de consentimento livre e esclarecido, são membros efetivos do Batalhão de Policiamento de Trânsito do Estado de Sergipe, bem como tiveram ciência do registro da pesquisa no comitê de ética da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), registrado sob o número 7.231.381

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  • REJANE LIMA DE QUEIROZ
  • FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E APERFEIÇOAMENTO NO ÂMBITO DO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA NO SUBPROJETO DE LETRAS: A DOCÊNCIA FORMADORA ENTRE O CECAJAT E A UNILAB

  • Orientador : CARLOS HERIC SILVA OLIVEIRA
  • Data: 27/01/2026
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  • Este trabalho investiga a formação inicial de professores de Língua Portuguesa no contexto do Programa Residência Pedagógica (PRP), Subprojeto de Letras - Língua Portuguesa, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Campus dos Malês, no município de São Francisco do Conde (BA). O estudo teve como objetivo geral compreender de que modo o PRP contribui - ou não - para o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao exercício da docência, potencializando a prática pedagógica dos licenciandos. A pesquisa possui abordagem mista (qualitativa e quantitativa) e caráter exploratório, realizada entre outubro de 2022 e abril de 2024, na escola-campo Colégio Estadual do Campo Anna Junqueira Ayres Tourinho (CECAJAT). O percurso metodológico envolveu duas frentes complementares: (a) aplicação de questionário online composto por dez questões objetivas e quatro subjetivas, direcionadas aos 17 residentes participantes; e (b) análise interpretativa articulada às categorias teóricas do agir linguageiro (Bronckart, 2008; 2009) e do agir professoral (Cicurel, 2020). Os resultados apontam que o PRP contribuiu para o desenvolvimento de competências docentes e para a articulação entre teoria e prática no contexto da formação inicial. Nesse sentido, a experiência analisada favorece a integração universidade-escola e contribui para o fortalecimento da escola pública como espaço de formação, reafirmando a relevância do programa para a consolidação de políticas de valorização docente.

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  • SIMÃO TAMBA QUADÉ
  • A REPRESENTAÇÃO DO PROTAGONISMO FEMININO NO PERÍODO ANTE E PÓS-COLONIAL EM MORTU NEGA E UDJU AZUL DI YONTA, DE FLORA GOMES

  • Orientador : LUDMYLLA MENDES LIMA
  • Data: 27/01/2026
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  • Esta dissertação tem como objetivo analisar o protagonismo feminino na Guiné-Bissau no processodelutaanticolonialenocontextopós-colonialapartirdos filmesMortuNega(1988) e Udju Azul di Yonta (1992), do cineasta bissau-guineense Flora Gomes. Para tanto, este trabalhobuscoureferêncianosmaisvariadosestudosdegênero,colonizaçãoepós-colonização, bemcomonosestudoscríticosdecinema,emespecialoafricanobissau-guineense.Procura-se analisareentenderaparticipaçãoeoprotagonismoassumidopormulheresnalutaanticolonial e, igualmente na fase porteiros à consagração da independência da nação – visto que são períodos importantes da história desse pequeno país africano, nos quais a contribuição das mulheres foi significativa, porém a sociedade bissau-guineese não soube dar a merecida importância a essas mulheres que fizeram e fazem história nesses dois processos e contextos diferentes. Para a metodologia desse trabalho foi realizado um levantamento bibliográfico e uma revisão de literatura. Também foram utilizadas figuras ilustrativas e a transcrição de diferentesmomentosdediálogosdalínguabissau-guineenseparaoportuguês,oferecendomais detalhes ao leitor sem perder a originalidade das falas.

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  • NATALI CHAVES MOTA
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    A RESISTÊNCIA BORDADA NA MARGEM: UMA ANÁLISE DE PERSONAGENS FEMININAS EM CONTOS DE SINDIWE MAGONA E DE LÍLIA MOMPLÉ


     

     

  • Orientador : DENILSON LIMA SANTOS
  • Data: 29/01/2026
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  • Nos contos “Joyce”, “Atini” e “Leaving”, da coletânea Living, Loving and Lying Awake at Nightde (1991), da escritora sul-africana Sindiwe Magona, traduzidos por Ramalho (2020), e “Caniço” e “Sonho de Alima”, do livro Antologia de Contos (2013), da escritora moçambicana Lília Momplé, as autoras constroem personagens femininas para dar voz e vez a história de Moçambique e África do Sul contada de dentro para fora. Este trabalho busca responder à seguinte problematização: como as autoras constroem as personagens femininas em seus contos? Para além da escrevivência, ambas compartilham o interesse em denunciar os efeitos do colonialismo, especialmente a desigualdade econômica, racial e de gênero nos contextos africanos. Os temas abordados são sensíveis, pois trata mulheres negras africanas que vivem em um espaço historicamente  marginalizado e que atuam subempregos, principalmente no trabalho doméstico, lutando, de diferentes formas, pela sobrevivência. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e comparativa contra-hegemónica, voltando à análise  da literatura feminina africana.  O corpus analítico, além dos textos literários, mobiliza contribuições teóricas de Brugioni (2019), Martins (2021), a Hampâté Bâ (2010), Evaristo (2020), Chimamanda Adichie (2021), Yèrónkẹ́ Oyěwùmí (2004), entre outros e outras. As escritoras analisadas integram um grupo fundamental da produção literária africana que expõe o modo como as mulheres percebem e reelaboram suas próprias questões e problemas. Suas obras transgridem, de forma estratégica e significativa, as lógicas hierárquicas, hegemônicas e paternalistas que desumanizam e subalternizam seus corpos e subjetividades, demonstrando, por meio da escrita, expressões do feminismo africano que extrapolam a feminilidade hegemônica.

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  • JOELMA ARAUJO NERI
  • Tabus linguísticos de decoro em peças publicitárias: uma abordagem interdisciplinar

  • Orientador : MANUELE BANDEIRA DE ANDRADE LIMA
  • Data: 05/02/2026
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  • Esta dissertação teve como objetivo analisar de que modo os tabus linguísticos de decoro são mobilizados, contornados e ressignificados em peças publicitárias de motéis veiculadas em outdoors. Parte-se da co mpreensão de tabu linguístico de decoro como todo termo, expressão ou construção discursiva socialmente regulada, cujo uso explícito é considerado inadequado em determinados contextos públicos, especialmente quando relacionado à sexualidade, exigindo estratégias indiretas de enunciação para sua circulação socialmente aceitável. A pesquisa justifica-se pela relevância de compreender como a linguagem publicitária negocia os limites entre o dizível e o indizível em espaços públicos, considerando que a sexualidade permanece historicamente marcada por interdições morais, culturais e discursivas. Nesse contexto, a publicidade de motel configura-se como um campo privilegiado para observar a gestão simbólica do prazer e do tabu por meio da linguagem. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, articulando aportes da Linguística Textual (Jakobson, 1976; Marcuschi, 1997, 2008; Martelotta, 2008, 2010, 2011), da Semântica Cognitiva (Cançado, 2008; Lakoff; Johnson, 2002) e da Pragmática (Grice,1975; Austin,1990; Ducrot,1987; Wilson, 20011; Searle, 1969; Brown e Levinson, 1987), de modo a integrar a análise dos elementos verbais e verbo-visuais que compõem o gênero outdoor. O corpus é constituído por 100 peças publicitárias de motéis, das quais 34 peças foram analisadas, veiculadas entre os anos de 2000 e 2024, selecionadas por explorarem conteúdos associados à sexualidade em contextos públicos. A análise concentra-se em estratégias discursivas como ambiguidade, eufemismos, metáforas conceptuais, implicaturas conversacionais e jogos de linguagem, que permitem a atenuação ou o deslocamento de sentidos potencialmente tabuizados. A fundamentação teórica apoia-se em autores que discutem os tabus linguísticos, a
    regulação do discurso e a construção de sentidos, como Freud (1912–1913), Foucault (1988), Pinker (2008), Augras (1989), Arango (2000), Marcuschi (2008) e Bakhtin (1997), além de contribuições centrais da pragmática (Grice,1975; Austin,1990; Ducrot,1987; Wilson, 20011; Searle, 1969; Brown e Levinson, 1987) e da semântica cognitiva (Cançado, 2008; Lakoff; Johnson, 2002). Os resultados indicam que os tabus linguísticos de decoro não operam como simples mecanismos de silenciamento, mas como dispositivos reguladores do dizer, estruturando estratégias discursivas relativamente estáveis no discurso publicitário. Observa-se que o prazer é sistematicamente sugerido, e não nomeado, por meio do implícito, da ambiguidade e da metáfora, o que permite a manutenção do decoro e da aceitabilidade social. Conclui-se que a publicidade de motel transforma o tabu em recurso produtivo, reorganizando o dizível e delimitando modos socialmente legitimados de enunciar o desejo no espaço público.

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  • JUCY SILVA
  • A ESCRITA QUE TRANSFORMA: ESCREVIVÊNCIAS AFRO FEMININAS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO ENSINO MÉDIO - SALVADOR-BA

  • Orientador : CARLA VERONICA ALBUQUERQUE ALMEIDA
  • Data: 05/02/2026
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  • Essa pesquisa se propõe a refletir sobre as práticas de leitura e escrita - de histórias de vida de jovens negras estudantes do Ensino Médio e seus entrelaçamentos com o processo de escrevivências afro femininas como empoderamento socioeducacional. Inspirada pela noção de Escrevivência cunhada pela escritora Conceição Evaristo (1996), a investigação tem como objetivo principal compreender como as escrevivências de jovens negras podem contribuir para os seus processos de autoafirmação e empoderamento. As jovens são oriundas do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), integrantes do Projeto Escolar Escrevivências Afro-Baianas. A questão investigativa se delineia em: como as escrevivências de jovens negras do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia (CEEBC), podem contribuir para os seus processos de autoafirmação e empoderamento? O estudo também se propõe a inventariar o caminho realizado pelo Projeto, e de que forma estudantes negras percebem e expressam suas identidades raciais através de escritas poéticas. No que diz respeito à escrita literária de mulher negra, apoia-se em: Evaristo (2005, 2007, 2016, 2017, 2020); Felisberto (2020); Sousa (2020); Kilomba (2019), Lima (2020); hooks (2000, 2013, 2019), dentre outras. A metodologia qualitativa da pesquisa empírica, utilizou o dispositivo das Escrevivências, como aporte teórico-metodológico, que traz a escrita afro-feminina de um grupo de quatro jovens negras, considerando trajetórias existenciais de leitura e de escrita, produções e seus percursos educacionais. Por meio da análise dos textos produzidos, buscamos compreender como as escrevivências poéticas reverberam nos processos de autoafirmação e empoderamento das jovens negras que participam do projeto. Outrossim, as análises serão respaldadas em epistemologias feministas negras (Collins, 2019) e para a análise do corpus elegeu-se a crítica feminista negra (Christian, 2002). Conclui, reafirmando a escrita e a literatura como lugar de luta, memória, identidade e resistência, a escola pública e a juventude negra como usina e potência.

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  • MARIA DE FÁTIMA ANDRADE DOS SANTOS
  • CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS AFRICANAS E AFRO-DIASPÓRICAS: CONSTRUINDO UMA EDUCAÇÃO AFRORREFERENCIADA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


     


  • Orientador : CARLA VERONICA ALBUQUERQUE ALMEIDA
  • Data: 06/02/2026
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  • Este estudo integra o Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Estudos de Linguagens: Contextos Lusófonos Brasil-África (UNILAB / MEL Malês), vinculado à linha de pesquisa “Estudos das Linguagens em Contextos Educacionais”. Tem como objetivo geral  Compreender como a contação de histórias africanas e afrodiaspóricas pode constituir uma prática pedagógica afrorreferenciada para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, formulando, a partir dessa análise, uma proposição teórico-metodológica. A questão investigativa se delineia a partir da seguinte indagação: que relações podem ser estabelecidas entre a contação de histórias africanas e afrodiaspóricas e a constituição de práticas pedagógicas afrorreferenciadas no 9º ano do Ensino Fundamental? A pesquisa parte da compreensão de que a ausência de referenciais positivos à história e à cultura negras nos currículos escolares impacta negativamente na formação das subjetividades de crianças e adolescentes negros(as), contribuindo para a perpetuação do racismo e da exclusão. Neste contexto, tem como objeto central as relações estabelecidas entre a contação de histórias africanas e afrodiaspóricas e a constituição de práticas pedagógicas afrorreferenciadas. Embasada nos estudos de Madhubuti & Madhubuti (1990), Cavalleiro (1999), Munanga (2005), Santiago (2019), Gomes (2005, 2017), Pinheiro (2020), Busatto (2012), Sisto (2012), entre outros, avança no sentido de demonstrar que a contação de histórias é uma estratégia didática e política, com potencial de resgatar e afirmar saberes historicamente silenciados, além de fortalecer práticas educativas que descentralizem a visão eurocêntrica predominante na escola. A tessitura metodológica tem como base a abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa de intervenção propositiva, sem aplicação empírica, materializada em Oficinas de Contação de Histórias africanas e afrodiaspóricas. Com vistas a referendar o potencial formativo com jovens e adolescentes, especialmente no que se refere à valorização da ancestralidade, ao reconhecimento identitário e ao enfrentamento ao racismo. O estudo se justifica pela necessidade de promover práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial e pela urgência de efetivar, de forma crítica e significativa, as diretrizes das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 no cotidiano escolar. O que sobremaneira, contribuirá para a valorização e o respeito da diversidade étnico-racial, além da construção de uma educação afrorreferenciada que fomente a inclusão das diferentes identidades culturais negras no contexto educacional.

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  • GILMARA DOS SANTOS SILVA
  • A PEQUENA SEREIA: A RELAÇÃO ENTRE PODER E VOZ

  • Orientador : MANUELE BANDEIRA DE ANDRADE LIMA
  • Data: 09/02/2026
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  • Esta pesquisa, inserida na área de Análise do Discurso e Linguagem, investigou a voz da personagem Ariel nas versões cinematográficas de A pequena Sereia (1989, animação dirigida por Ron Clements e John Musker; 2023, remake em live-action dirigido por Rob Marshall), compreendida como construção discursiva atravessada por relações de gênero, raça e poder. A questão-problema que orientou o estudo foi: quais sentidos habitaram a voz de Ariel nas versões de 1989 e 2023 do filme? A investigação partiu da compreensão de que a voz não constituiu apenas um fenômeno sonoro, mas uma enunciação socialmente situada, capaz de revelar limites, possibilidades e disputas de fala historicamente atribuídas aos corpos femininos. O objetivo geral consistiu em analisar de que modo a voz de Ariel se configurou como prática discursiva concreta, identificando e sistematizando os sentidos que circularam, se transformaram e se reconfiguraram nas enunciações verbais, musicais e visuais, entendidas como instâncias ideologicamente determinadas e produzidas em contextos históricos e culturais específicos. A pesquisa justificou-se pela relevância acadêmica e social de compreender como produções culturais de ampla circulação contribuíram para a construção e circulação do imaginário social sobre gênero, corpo, raça e voz, influenciando processos de identificação, reconhecimento e exclusão simbólica. O referencial teórico articulou a perspectiva dialógica da linguagem de Bakhtin (1981), mobilizando os conceitos de enunciação, dialogismo, gêneros discursivos, heteroglossia e forças centrípetas/centrífugas. Complementarmente, dialogou-se com teorias feministas de Beauvoir (1949), Butler (1990), hooks (1984) e Spivak (1988), subsidiando a reflexão crítica sobre silenciamento, agência enunciativa e representações racializadas. Metodologicamente, adotou-se a Análise do Discurso de orientação dialógica com abordagem qualitativa interpretativista. Foram analisados 21 fotogramas distribuídos em quatro cenas centrais: Fotograma 1 (Contrato 1989: 6 imagens), Fotograma 2 (Contrato 2023: 6 imagens), Fotograma 3 (Recuperação 1989: 5 imagens) e Fotograma 4 (Recuperação 2023: 4 imagens). A análise desenvolveu-se em três níveis: verbal, verbo-visual e ideológico. Os resultados demonstraram que, em 1989, a voz se configurou como regulada por normas patriarcais, valorizada principalmente quando reconhecida pela ordem romântica e masculina. Na versão de 2023, a voz foi restituída como ato público, dialógico e politicamente situado, atravessado por marcadores raciais e por agência própria, promovendo ressignificações significativas do papel da personagem e do imaginário social. Concluiu-se que a voz de Ariel constituiu-se como espaço discursivo em disputa, revelando tensões históricas, ideológicas e culturais sobre gênero, raça e poder. A pesquisa evidenciou a fecundidade do diálogo interdisciplinar entre Análise do Discurso, Linguística, Estudos Feministas e Cinema, oferecendo contribuições metodológicas e teóricas para estudos futuros sobre representação, enunciação e circulação de sentidos no audiovisual contemporâneo.

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  • THAIANE DE OLIVEIRA AZEVEDO
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    SPEAK ENGLISH? ENSINO DE INGLÊS AFROCÊNTICO E LETRAMENTO RACIAL CRÍTICO

  • Orientador : DENILSON LIMA SANTOS
  • Data: 19/02/2026
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  • Este trabalho objetiva compreender como o ensino de inglês afrocêntrico pode estimular o Letramento Racial Crítico (LRC) na(o) estudante. Os debates sobre questões raciais se potencializam, principalmente pela permanência das injustiças e desigualdades que ainda atingem a população negra. Diante da necessidade de evidenciar a história do povo negro na construção deste país, como forma de combate ao racismo, a escola e seus atores precisam atuar desalienando processos pedagógicos para haver mudança de mentalidade. Nesse sentido, a questão investigativa se delineia em: como o ensino de inglês afrocêntrico pode contribuir no processo de LRC da(o) estudante? A fim de responder a pergunta norteadora, esta pesquisa possui como objetivo geral apresentar como a aula de inglês afrocêntrica pode estimular o processo de autoafirmação e empoderamento da(o) estudante. A partir dos seguintes objetivos específicos: historicizar o ensino de inglês no Brasil; apresentar a importância do ensino de inglês afrocêntrico a partir do advento da Lei 10.639/2003; propor sequências didáticas que estimulem o LRC. Para responder a pergunta, a pesquisa apóia-se no conceito de LRC (Ferreira, 2006, 2014) e de Afrocentricidade (Asante, 2009), além de buscar compreender ensino de línguas (inglês) no Brasil, a partir da análise de alguns documentos que compõe a legislação da educação brasileira, sendo a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que altera a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira; o Documento Curricular Referencial da Bahia para Educação Infantil e Ensino Fundamental (DCRB); as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (DCNs). A metodologia qualitativa da pesquisa utilizou-se também como aporte teórico Gomes (2017), Bento (2022), Fanon (2008), Nascimento (2019), Mbembe (2014), Pinheiro (2023). Além do arcabouço teórico, esta pesquisa também propõe sequências didáticas com atividades de ensino de inglês afrocêntrico que podem ser desenvolvidas na turma do 6º ano do Ensino Fundamental. As propostas visam contribuir com a prática pedagógica de professoras e de professores comprometidos com a Educação para as Relações Étnico-Raciais e a Educação Antirracista.

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  • ADRIANA DE JESUS
  • LETRAMENTO NA EJA EM IRARÁ/BA: CONTRIBUIÇÕES DE CAROLINA MARIA DE JESUS

  • Orientador : ALEXANDRE COHN DA SILVEIRA
  • Data: 24/02/2026
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  • A presente dissertação investiga as intersecções entre políticas linguísticas, práticas pedagógicas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o letramento social e crítico, a partir da obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. Considerando os desafios históricos enfrentados por essa modalidade de ensino, marcada por desigualdades estruturais e altos índices de analfabetismo, especialmente em territórios como o município de Irará (BA), a pesquisa propõe a incorporação da literatura de autoria negra e periférica como instrumento pedagógico de promoção do letramento emancipador. A escolha por Carolina Maria de Jesus se fundamenta na potência crítica de sua escrita, que dá visibilidade à experiência de exclusão vivida por grande parte dos sujeitos da EJA, permitindo-lhes identificar-se nas narrativas e estabelecer conexões entre o texto literário e suas realidades sociais. A proposta ancorada nos princípios freirianos de leitura de mundo e diálogo parte do pressuposto de que o letramento, enquanto prática social, ultrapassa a mera aquisição técnica da leitura e da escrita, articulando-se a processos de construção de identidade, consciência crítica e transformação social. Dessa forma, o estudo tem como objetivo principal analisar em que medida Quarto de Despejo pode ser mobilizada como recurso pedagógico para o letramento de jovens e adultas da EJA, contribuindo para o fortalecimento de práticas educativas contextualizadas, sensíveis à realidade dos educandos e comprometidas com a justiça social. A pesquisa também se propõe a refletir sobre a formação docente e as políticas linguísticas que atravessam o ensino na EJA, valorizando a pluralidade de saberes e experiências como elementos constitutivos de uma educação verdadeiramente democrática e inclusiva.

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  • TAMILES CHAGAS DE SOUZA
  • POLÍTICAS LINGUÍSTICAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: A IMPORTÂNCIA DOS PARADIDÁTICOS DECOLONIAIS ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO PNLD LITERÁRIO PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

     

  • Orientador : ALEXANDRE COHN DA SILVEIRA
  • Data: 24/02/2026
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  • Esta dissertação pretende expor como as políticas linguísticas (Calvet,2007) voltadas à educação antirracista podem ser efetivadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental por meio do uso de livros paradidáticos selecionados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD Literário), com foco no município de Santo Amaro/BA, cidade do recôncavo baiano e com maioria da população negra. Trata-se de uma pesquisa qualitativa uma vez que realiza a análise crítica dos editais e de obras disponibilizadas pelo referido programa, buscando identificar a presença de perspectivas decoloniais e antirracistas à luz de autores como Pinheiro (2023) e Ribeiro (2019). Examina o papel da escola e dos professores na mediação e utilização desses livros além de considerar a colaboração do uso de uma linguística antirracista (Nascimento, 2019) nos materiais paradidáticos que transitam nas aulas, entendendo que a linguagem é critério ímpar para colocar objetivos decoloniais em ação. O estudo contribui para a compreensão das políticas públicas educacionais e suas implicações na promoção da equidade racial, reafirmando a relevância da literatura como instrumento potente na construção de uma educação crítica, inclusiva de acordo com (hooks, 2020) e (Freire,1996) capaz de representar verdadeiramente a diversidade étnico-racial brasileira.

2025
Dissertações
1
  • LUCINEIDE PASSOS DE SOUZA
  • IDENTIDADE, MEMÓRIA E LINGUAGEM: OS FESTEJOS DE SÃO ROQUE DA COMUNIDADE DE CABOTO EM CANDEIAS-BA.

  • Data: 18/02/2025
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  •  A pesquisa Identidade, memória e linguagem: os Festejos de São Roque da comunidade de Caboto em Candeias-BA. Esse território possui uma manifestação cultural, a Festa de São Roque, que ocorre anualmente, precisamente nos dias que precede o dia 16 de agosto de cada ano, o dia do santo. Conta-se que a festa teve início depois que uma imagem do santo foi encontrada nas ruínas da Senzala do Engenho de Freguesia, situada na comunidade de Caboto. Essa investigação elege como problemas centrais de pesquisa o seguinte: O que a Festa de São Roque representa para a identidade da comunidade de Caboto? Quais aspectos identitários evidenciam a cultura negra dos escravizados nessa comunidade? Quais mudanças ocorreram com o passar do tempo e quais aspectos provocaram o esvaziamento dos Festejos de São Roque? O objetivo da pesquisa é, portanto, apresentar, a partir das memórias dos participantes dos festejos, do passado e ainda de hoje, a Festa de São Roque, buscando entender melhor as pertenças identitárias e culturais da comunidade de Caboto, em Candeias - BA. Enquanto, objetivos específicos discutirão a relação de identidades, memórias e linguagens como elementos conceituais da pesquisa. Também procuraremos compreender a relação entre memórias e linguagem numa construção de memória social. Vamos investigar como a festa se atualiza ao longo dos anos, reconhecendo nas narrativas, as memórias como elemento colaborador para a perpetuação cultural do Território. Por fim, procuraremos perceber que representações de políticas linguísticas surgem nas linguagens apresentadas na pesquisa e se há contribuição da festa para o desenvolvimento cultural e turístico de Caboto. O percurso metodologia tratou de uma investigação desenvolveu-se através de um caráter exploratório, com a etapa bibliográfica da pesquisa e uma investigação documental, com uma abordagem qualitativa na análise dos dados. A pesquisa incidiu com a escuta das narrativas de cinco moradores da comunidade de Caboto, participantes veteranos da festa. Dentre eles estão 04 mulheres e 01 homens, com idade média entre 60 e 82 anos através de entrevista semi-estruturada. Como considerções finais apresentamos que a pesquisa não só reafirma a relevância dos Festejos de São Roque como um patrimônio imaterial, mas também evidencia a necessidade de preservação e valorização dessas práticas. Percebemos que as heranças da ancestralidade negra contribuíram para a formação da memória social existente na comunidade. Portanto, a continuidade dessas tradições é fundamental para a manutenção da identidade cultural da comunidade, servindo como um elo entre o passado e o presente a fim de preservar a identidade coletiva desse povoado.

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  • MÁRCIO EDUARDO DE LIMA VALVERDE
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    CHULA E RELATIVO: A TROVA ANCESTRAL NA TRADIÇÃO ORAL NO RECÔNCAVO BAIANO 

    (Reflexões sobre chula e relativo, mote e glosa)

     

  • Data: 24/02/2025
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  • Esta dissertação tem como foco o estudo da poesia oral ligada aos cantadores de samba chula do Recôncavo Baiano que utilizam em seus versos os termos cunhados com o nome de “chula e relativo”. Dentro deste estudo faremos reflexões se essas expressões dialogam e se relacionam com os que fazem os poetas e cantadores de viola do Nordeste que utilizam os termos “mote” e “glosa”. Além de questionar e discorrer sobre a temática, serão imprescindíveis para o trabalho incursões sobre literatura e oralidade, considerando-se os conceitos de literatura-terreiro (Santos, 2017), de contracolonização (Bispo, 2023), terreiros de samba-chula (Ferreira, 2024), bem como a revisitação da história do samba e de seus subestilos, tendo o Recôncavo Baiano como um dos centros difusores de cantos e ritmos afrodiaspóricos mesclados às tradições europeias, além de um breve estudo sobre a viola no Brasil e sua importância na construção dessa poética. Este trabalho, para além do estudo sobre mote e glosa, chula e relativo, tem como foco a percepção das nuances criativas dos “gritadores de chula” que utilizam suas textualidades poéticas, juntamente com a viola machete, o coro, as palmas e os pandeiros, para contar seu canto de labor e existência, de amores e dores, marcados pelos sons dos tambores ancestrais.

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  • VANESSA JESUS DE SENA
  • SABERES EM ELIANA ALVES CRUZ: o (re)existir negro e a escrita literária contra-hegemônica amefricana em A vestida

  • Data: 26/02/2025
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  • A coletânea de contos A Vestida (2022), da escritora Eliana Alves Cruz, aborda temas como ancestralidade, afetividade, memórias, vivências, resistências e as dificuldades enfrentadas pelas corporificações negras. Composta por 15 contos literários negro-brasileiros, a obra permite questionar o legado do passado colonialista e as suas consequências na atualidade. A autora expõe, de forma incisiva, questões como o racismo, o sexismo e o patriarcado, destacando as opressões sofridas por pessoas negras desde o período escravagista pela supremacia branca. A Vestida desafia o ideário do “Eu” hegemônico, frequentemente usado como parâmetro para definir existências, e permite uma leitura contra-hegemônica, da qual esse trabalho se vale e para a qual o conceito de Amefricanidade de Lélia Gonzalez é essencial. Além disso, as experiências negras presentes na obra são analisadas em diálogo com o conceito de Escrevivências (2020), de Conceição Evaristo; Amefricanidade e racismo por denegação (1988), de Lélia Gonzalez, e com a noção de Tempo Espiralar (2021), de Leda Maria Martins, que reconhece a memória como um Movimento Espiralar contínuo, entrelaçando passado, presente e futuro. Almeja-se, a partir da análise contribuir para uma compreensão mais profunda das vozes negras e suas narrativas, que destaca o poder transformador da memória, da ancestralidade e das experiências negras. Assim, a narrativa de Eliana Alves Cruz evidencia uma tessitura contracolonial que valoriza a resistência, subjetividades, cosmogonias, e experiências negras num fluxo temporal dinâmico e regenerativo possibilitando o diálogo entre literatura e racismo, propondo uma literatura que ao desafiar as visões e valorizar temporalidades e saberes negro-brasileiros se faz fundamental para a cena literária brasileira.

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  • DIANE MIRANDA MENEZES
  • Narrativa de mães-educadoras como letramentos de resistência: saberes e práticas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Cecy Andrade

  • Data: 22/04/2025
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  • O presente estudo se inscreve na pesquisa intitulada Narrativas de mães-educadoras como letramentos de resistência: saberes e práticas no CMEI Cecy Andrade no programa de Mestrado em Estudos de linguagens: contextos lusófonos Brasil-África (MEL), da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Campus dos Malês, em São Francisco do Conde – Bahia. Ao evidenciar as vozes das mães das crianças de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Salvador (BA), enfatizamos o papel dessas mulheres, aqui referidas como mães-educadoras. Diante disso, essa pesquisa tem como objetivo compreender, a partir das narrativas das mães, como estas são constituintes do fazer pedagógico, produzindo “letramentos de reexistência” (Souza, 2011). Busca-se evidenciar memórias, experiências e vivências das mães-educadoras, como inerentes ao currículo, a partir da escuta dessas mulheres. Ademais, está em foco engendrar possibilidades que permitam à professora, às crianças e às suas mães enxergarem a escola em sua práxis libertadora (Freire, 2019). Trata-se de um estudo de campo, de cunho qualitativo, no qual se entende a pesquisadora como participante. Assim sendo, o tratamento das narrativas das mães-educadoras se faz análogo ao proposto por Grada Kilomba (2019), que descreve a partir das narrativas de mulheres negras a possibilidade de construção de novos sentidos, ao se apropriarem de suas vozes. Dessa perspectiva, tendo como aporte a seleção de poesias produzidas por mulheres negras, a professora-pesquisadora pretende acessar tais educadoras, realizando o que denomina de roda poética. Nessas rodas, a literatura se inscreve como possibilidade, para que se torne mobilizadora de outra prática de educação escolar. Sendo assim, ao trazer as rodas de conversa, como aporte metodológico do estudo, apropriamo-nos da categoria mãe-educadora, buscando suscitar o protagonismo dessas mães no trabalho educativo que desenvolvemos na escola. É notório que essas mães assumem um papel significativo ao acompanharem o percurso de escolarização de suas crianças, por que então, não serem reconhecidas quanto à sua importância nos currículos?

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  • WHELSON DOS SANTOS
  • SESSÃO SIMULTÂNEA DE LEITURA: INSTRUMENTO PEDAGÓGICO NA REPRESENTATIVIDADE DA IDENTIDADE FRANCISCANA

  • Data: 30/04/2025
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  • A presente Dissertação de Mestrado irá esboçar a análise sobre a importância da Sessão Simultânea de Leitura (SSL) como instrumento de representatividade da identidade franciscana que utiliza, como recurso principal, o livro paradidático para o desenvolvimento da leitura e, posteriormente, estimula a alfabetização (processo escolar) e letramento (processo para a vida de modo geral) dos estudantes da rede municipal de São Francisco do Conde (BA), além de promover o fortalecimento da identidade franciscana, especialmente na Escola Municipal Arlete Magalhães. Aqui será exposto como a Sessão Simultânea de Leitura foi construída por meio da rede municipal, as práticas pedagógicas que estimulam a leitura, a alfabetização e a identidade franciscana e, por fim, como ocorria, na prática, a Sessão Simultânea de Leitura na Escola Municipal Arlete Magalhães que incluía os livros paradidáticos utilizados nesta ação, além de (i) o por quê da escolha destes, (ii) como o projeto estava interligado com demais ações do município, (iii) como os professores e as professoras usavam este(s) livro(s) em suas aulas, (iv) se os/as estudantes conseguiram desenvolver o propósito do projeto que era estimular a leitura e, por fim, (v) como era a participação da biblioteca da unidade escolar neste contexto. Para concluir, vamos definir se o projeto da Sessão Simultânea de Leitura (SSL) contribui no sentimento de pertencimento da identidade franciscana através dos livros paradidáticos utilizados.

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  • GILMAR FERREIRA DA COSTA
  • ESCREVIVÊNCIA, ANCESTRALIDADE E PROTAGONISMO DA MULHER NEGRA: memórias e atravessamentos entre “Regina Anastácia”, “Sabela” e Vó Honorina, a Médica das ervas.

     

  • Data: 02/05/2025
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  • A escrevivência de Conceição Evaristo abre portas para que outras histórias negras sejam compartilhadas. Assim, neste trabalho a escrevivência, protagonismo e ancestralidade negra são os temas que permitem que memórias sejam resgatadas e mostrem atravessamentos entre a vida de mulheres negras e seu atuar dentro da sociedade. Nesse sentido, impõem-se como objetivos: contextualizar historicamente o atuar da mulher negra na sociedade traçando possíveis ligações entre o texto ficcional e o cotidiano dos indivíduos; identificar no texto literário marcas de ancestralidade e protagonismo e, por fim, apresentar memórias que demonstrem a importância das mulheres na condução familiar e suas influências na posteridade. “Regina Anastácia”, “Sabela” (personagens ficcionais de Conceição Evaristo) e Vó Honorina (minha avó), a Médica das ervas são as três mulheres negras que direcionam narrativas experienciadas pelo corpo-voz de cada personagem externando atravessamentos de protagonismo, ancestralidade e vivências comuns às mulheres negras silenciadas historicamente. Nesse sentido, este trabalho  apresenta uma análise que se sustenta em teóricas do feminismo negro como, por exemplo: bell hooks, Lélia Gonzalez, Ângela Davis, Denise Carrascosa, Carla Akotirene e tantas outras que se apresentarão ao longo do texto combatendo apagamentos e silenciamentos contra mulheres negras. Como metodologia, a análise literária é intercalada com relatos de memória que são postos para que vozes negras falem por si através destes escritos.

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  • JOILSON DE JESUS GOMES DA SILVA
  • Paulina Chiziane: uma abordagem entre o feminino descrito e o

    escrito

  • Data: 27/05/2025
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  • Paulina Chiziane é uma escritora moçambicana. Oriunda da região sul de seu
    país de nascimento, com fortes tradições patriarcais, inspira-se na sua própria
    história de vida para questionar padrões e paradigmas que delegam à mulher
    um papel secundário dentro do cenário social de Moçambique. Chiziane,
    através de sua literatura, traz para o debate assuntos pertinentes a sociedade
    moçambicana. Sendo assim, a presente dissertação tem o intuito de discutir a
    concepção de feminino analisando entrevistas da autora sejam elas escritas
    e/ou audiovisuais, trazendo abordagens de acordo ao pensamento de Paulina
    Chiziane no que se refere a sua idealização de escrita que se entrelaça com
    suas vivências enquanto mulher que está inserida em determinado contexto
    social, no qual as mulheres ocupam espaços de subserviência em consonância
    com os costumes locais enraizados historicamente. Através de um estudo
    teórico acerca do feminismo e das suas variações, utilizando como fonte o
    pensamento de escritores das mais diversas correntes como Simone de
    Beauvoir, Patrícia Hill Collins, Virginia Woolf, bell hooks, buscou-se relacionar
    com o feminino tratado pela escritora, por se considerar uma mulher que
    escreve sobre mulheres, alheias a correntes ou modelos pré-estabelecidos.
    Além disso, se fez necessário recorrer ao pensamento de Leonor Arfuch no
    que se refere o espaço biográfico e o uso da entrevista como elemento para a
    pesquisa cientifica proposta para esse trabalho. Utilizando a obra “Balada de
    Amor ao Vento” (1990) investigou-se versões de mulheres tratadas por
    Chiziane na obra citada estabelecendo ligações com seu pensamento
    relacionado ao feminino, exemplificando o que foi abordado nas entrevistas.
    Dividido em quatro capítulos, este trabalho objetiva analisar e entender
    elementos do feminino e da mulher defendida por Chiziane na sua literatura
    como uma missão de vida em favor mudança no que concerne aos
    posicionamentos sociais negados a mulher, partindo do seu local de origem
    para espaços mais amplos, trazendo assuntos relevantes na atualidade.

8
  • LÍVIA MILENA SOARES VALVERDE
  • MEMÓRIAS RECÔNCAVAS DE LEITURA

  • Data: 27/05/2025
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  • Esta pesquisa tem por objetivo analisar os processos de constituição do gosto pela leitura entre educadores do Recôncavo Baiano, investigando como fatores pessoais, históricos e socioculturais se entrelaçam em suas trajetórias leitoras, a partir de seus próprios referenciais culturais. Buscando estabelecer um diálogo horizontal entre saberes acadêmicos e comunitários entre as memórias de educadores de três gerações diferentes em Santo Amaro, Bahia, sobre como cada um deles se encantou pela palavra escrita.  Numa investigação sobre a perspectiva de cada uma e cada um dos colaboradores deste trabalho, sob a luz da análise do discurso, tem-se um recorte sobre como se aprende a gostar de ler no Recôncavo Baiano, observando as categorias de memória, identidade docente, concepção de leitura e hábitos de leitura. O Recôncavo Baiano é um território identitário de reconhecida riqueza histórica, cultural e de resistência, com manifestações culturais e artísticas de prestígio nacional e internacional. Porém no campo da educação, seus municípios ainda lidam com baixos índices relativos à leitura na educação básica, embora o território goze de certo prestígio, como tal, é relevante saber através de quais processos o hábito, o gosto e o acesso à leitura vem sendo construído e estimulado ao longo do tempo e entre pessoas de diferentes gerações. A leitura pode se constituir numa ferramenta de resistência, de emancipação, de valorização da identidade cultural, diaspórica e da história, ligada à construção de identidades individuais e coletivas – e justamente por essa razão precisa ser estudada, compreendida e fomentada, dentro e fora dos contextos educacionais formais. 

9
  • ANA KÉZIA DOS SANTOS NASCIMENTO
  • ENTRE A ESCOLA E A COMUNIDADE: POR UM ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA AFRO-FRANCISCANO, CULTURALMENTE SENSÍVEL E INTERCULTURAL


  • Data: 10/10/2025
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  • Este trabalho analisa o ensino de Língua Portuguesa a partir da perspectiva da pedagogia culturalmente sensível e da interculturalidade crítica, com foco no município de São Francisco do Conde (BA). A pesquisa parte da constatação de que, apesar da riqueza cultural afro-franciscana, marcada por tradições orais, musicais e religiosas, essas referências permanecem pouco exploradas no espaço escolar, o que contribui para o silenciamento de identidades afrodescendentes e a manutenção de uma lógica eurocêntrica no currículo. Fundamentada em autores da sociolinguística educacional, da pedagogia decolonial e da educação intercultural, a investigação busca compreender como práticas pedagógicas que reconhecem as experiências culturais dos estudantes podem promover o fortalecimento de suas identidades linguísticas e sociais. A metodologia articula revisão teórica, pesquisa de campo e elaboração de sequências didáticas inspiradas na cultura local, com destaque para o samba chula e outras manifestações afro-franciscanas. O estudo evidencia que integrar saberes comunitários ao ensino da língua materna amplia o engajamento dos alunos, favorece a aprendizagem crítica e fortalece o vínculo entre escola e comunidade, contribuindo para uma educação linguística antirracista, plural e socialmente transformadora.

2024
Dissertações
1
  • MBIAVANGA ADÃO GARCIA
  • Escritas silenciadas: o racismo editorial/sistêmico brasileiro na seleção de autoria africana e suas implicações no ensino e na pesquisa no Brasil. 

  • Data: 28/02/2024
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  • Este estudo abrange as literaturas africanas de língua portuguesa no âmbito do contexto brasileiro, com um enfoque crucial na identificação e análise das lacunas subjacentes nas pesquisas acadêmicas. Por meio de uma investigação minuciosa, este estudo destaca a prevalência de autores já consagrados nas discussões acadêmicas, e, consequentemente, a subvalorização das vozes menos reconhecidas, notavelmente as das autoras negras africanas. A pesquisa é meticulosamente organizada em cinco capítulos, abordando de maneira abrangente e interconectada diversos aspectos das literaturas africanas, tais como a sua presença nas instituições universitárias, o impacto da promulgação da Lei 10.639/03 na formação docente, a perspectiva das literaturas africanas como desconstrução de estereótipos arraigados e, por fim, a relevância da inclusão de autores africanos nos manuais escolares brasileiros. Através desta abordagem multifacetada, o estudo salienta a importância de ampliar e diversificar o espaço para vozes negligenciadas, promovendo assim a riqueza da diversidade cultural e desafiando preconceitos profundamente enraizados. Ao oferecer uma análise interdisciplinar e amplamente contextualizada, este estudo contribui significativamente para uma compreensão mais profunda e holística das literaturas africanas de língua portuguesa no cenário brasileiro contemporâneo.

2
  • ROSEANE MEDEIROS DA SILVA
  • LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA  

  • Data: 28/02/2024
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  • O presente trabalho tem como objetivo central discutir a importância da literatura afro-brasileira
    no processo da humanização e construção da identidade dos (as) estudantes da educação básica
    (9ª ano do ensino fundamental II) da rede pública de ensino. A literatura afro-brasileira se
    constitui como mecanismo de humanização, firmação identitária, instrumento de luta e
    resistência contra o racismo. Compreendemos que a seleção adequada dos textos literários
    pertencentes a tal categoria temática, bem como a correta aplicação de metodologia leitora de
    literatura nos espaços educativos, pode contribuir para a formação/firmação da identidade
    negra dos educandos. Nesta perspectiva, em termos metodológicos, utilizou-se de pesquisa
    bibliográfica de abordagem qualitativa e de bases legais que regem o sistema educativo
    (BNCC, PCN, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais
    e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira). Logo, defendemos que a abordagem do
    texto literário demanda uma prática pedagógica sistematizada que viabilize a formação do leitor
    literário para que ele/ela se aproprie das possibilidades e potencialidades empreendidas pela
    literatura afro-brasileira, para isso propomos a elaboração de um material de apoio pedagógico
    como resultado desta pesquisa.

3
  • LUANA NASCIMENTO MARINHO
  • A POTENCILIADADE DAS PRÁTICAS MULTILETRADAS PARA A TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO ENSINO MÉDIO, COM ÊNFASE NA LEI 10639/03, NO COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO ANNA JUNQUEIRA AYRES TOURINHO.

  • Data: 26/04/2024
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  • A potencialidade das práticas multiletradas para a transformação da educação no Ensino Médio, com ênfase na Lei 10639/03, é uma temática de grande relevância no contexto educacional atual. Nesse cenário, emergem objetivos específicos que se delineiam em torno da viabilidade do desenvolvimento dos multiletramentos, os quais englobam investigar a implementação da Pedagogia de Projetos no Colégio Estadual do Campo Anna Junqueira Ayres Tourinho como estratégia pedagógica para promover multiletramentos, avaliar os impactos dessa abordagem na integração das disciplinas do currículo escolar e investigar o engajamento e a aprendizagem dos alunos por meio da Pedagogia de Projetos. Com abordagem qualitativa, o estudo ressaltou a importância da capacitação dos professores diante das novas tecnologias e sua relevância para a educação. A Pedagogia de Projetos surge como um caminho promissor para promover multiletramentos, pois possibilita a
    integração de diferentes áreas do conhecimento, favorecendo uma abordagem interdisciplinar. Ao trabalhar com projetos que envolvem a utilização de múltiplas linguagens, como textos escritos, imagens, vídeos e recursos tecnológicos, os alunos têm a oportunidade de desenvolver habilidades e competências necessárias para a sociedade contemporânea. A Lei 10639/03 desempenha um papel fundamental nesse contexto, pois
    estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, contribuindo para a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo. Ao incorporar os conteúdos previstos na lei nas práticas multiletradas, os estudantes têm a oportunidade de conhecer e valorizar a diversidade cultural presente na sociedade, ampliando sua compreensão sobre a história e contribuições dos povos afrodescendentes
    para a formação do país. A conclusão do estudo apontou que as novas tecnologias demandam uma constante capacitação dos professores, a fim de que possam utilizá-las de forma eficaz no contexto educacional. Além disso, evidenciou-se que a abordagem da Pedagogia de Projetos, aliada aos multiletramentos, promove uma aprendizagem mais significativa e engajadora para os alunos, estimulando sua autonomia, criatividade e
    pensamento crítico. Ao trabalhar com projetos que exploram diferentes linguagens e estimulam a reflexão sobre a diversidade cultural, os estudantes são incentivados a se tornarem cidadãos conscientes de seus direitos e deveres na sociedade.

4
  • ROMÁRIO DA ENCARNAÇÃO BOMFIM
  • PREPOSIÇÕES EM VERBOS DE MOVIMENTOS NA ESCRITA FORMAL DO PORTUGUÊS DE ANGOLA

  • Data: 10/05/2024
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  • Nesta dissertação, pretendemos apresentar uma descrição das preposições selecionadas em
    verbos de movimentos na variedade angolana do português, a partir de produções escritas,
    especificamente, de textos publicados em reportagens de jornais de notícias gerais e jornais da
    área de turismo. Segundo Castilho (2010), as preposições são palavras invariáveis que atuam
    como núcleo do sintagma preposicional, localizando no espaço e no tempo os termos aos
    quais se ligam, atuando como operadores de predicação, isto é, fazem atribuições de
    propriedades semânticas às palavras que relacionam. Em relação aos domínios das
    preposições, diversos estudos apontam propriedades divergentes quando comparamos as
    variedades brasileira (doravante, PB) e europeia (doravante, PE) do português, principalmente
    quando relacionamos o seu uso na complementação de verbos de movimentos (MOLLICA,
    1996; OLIVEIRA, 2005; AVELAR, 2006; TORRES MORAIS & BERLINCK, 2006; PIRES,
    2010; dentre outros). Avelar (2017), por exemplo, aponta que nos verbos direcionais de
    movimentos como ir, vir e chegar o PB atesta uma elevada frequência da preposição em, em
    detrimento da preposição a, largamente usada no PE, não desconsiderando, também, a
    preposição para presente nas duas variedades. Avelar também nos chama a atenção para o uso
    de a estar relacionada a um possível estilo formal, ao contrário do uso de em para situações
    espontâneas. Apresentamos, então, como essas preposições estão presentes na variedade do
    português angolano (doravante, PA), a partir de dados que contemplem a modalidade escrita
    da língua, que pressupõe uma maior formalidade e uso de uma norma linguística distinta da
    fala, em ocasiões específicas.

5
  • ELAINE RODRIGUES SANTOS SANTIAGO
  • INTERSECÇÕES ENTRE LÍNGUA INGLESA, GÊNERO, SEXUALIDADE E CORPO NA BNCC: ESCREVIVÊNCIAS DE UMA PROFESSORA

  • Data: 28/05/2024
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  • A presente pesquisa foi desenvolvida dentro da área de estudos da Linguística Aplicada (LOPES, 2013) e tem, como objetivo geral, refletir em torno de como políticas educacionais influenciam e são influenciadas pelas experiências corporais, de gênero e de sexualidade das pessoas envolvidas no processo educativo. Em relação aos procedimentos metodológicos, apresenta-se como uma pesquisa autoetnográfica (ELLIS, ADAMS, BOCHNER, 2011; PARDO, 2019), e escrevivente (EVARISTO, 2020) e, para alcançar o objetivo, adoto uma abordagem metodológica mista, combinando a análise interpretativa das representações de corpo, gênero e sexualidade na BNCC com a análise interpretativa de relatos escreviventes elaborados a partir da minha experiência como docente de língua inglesa em escolas de Salvador. A análise dos relatos baseia-se no conceito de interseccionalidade (AKOTIRENE, 2001; CRENSHAW, 1994; COLLINS, 2000) na interface com os estudos de gênero (BENTO 2010, 2017; SCOTT 1988, 1995; BUTTLER, 1990; SAFFIOTI, 2009) e estudos sobre corpo,
    gênero, sexualidade e educação (LOURO, 2020, 2022; MATOS, 2021), bem como nos trabalhos que compõem o estado de arte, incluído no capítulo 1 dessa pesquisa. A partir da reflexão proposta no objetivo geral, a pesquisa explora as tensões, contradições e possibilidades emergentes dessas influências, bem como as formas pelas quais elas afetam a construção de identidades individuais e coletivas no ambiente escolar.

6
  • ANA CRISTINA PEREIRA DA SILVA
  • O ENSINO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA OUVINTES: INCLUSÃO À COMUNIDADE AFRO-SURDA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE- BAHIA

  • Data: 29/05/2024
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  • O presente estudo visa compreender as práticas de ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como segunda língua para ouvintes em uma comunidade afro-brasileira no município de São Francisco do Conde, Bahia. A análise é embasada em documentos oficiais, tais como o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, com o propósito de investigar a efetiva implementação da Libras nas escolas locais. Dentre os aspectos abordados, destaca as concepções de linguagem e Libras, inspirada na ideia de Ronice Quadros (1997), bem como uma apresentação da comunidade afro-surda do município à luz do multiculturalismo, baseada nas reflexões de Candu (2008). A pesquisa também aborda a inclusão e diversidade linguística, segundo as contribuições de Vilhalva (2009). A análise revela que a concepção de Libras como segunda língua para ouvintes transcende o mero ensino da língua em si, requerendo uma compreensão mais ampla da cultura surda e das necessidades específicas dessa comunidade, conforme apontado por Quadros (1997). Destaca-se a importância de uma abordagem inclusiva no ensino de Libras, que leve em consideração as particularidades linguísticas e culturais da comunidade surda. Ao analisar o Referencial Curricular São Franciscano e a Lei Municipal nº 540/2018, são identificados aspectos positivos e desafios na implementação da Libras como segunda língua para ouvintes. As conclusões deste estudo documental oferecem valiosas contribuições para aprimorar o ensino de Libras e promover a inclusão da comunidade surda em São Francisco do Conde. Apresentando-se como uma pesquisa exploratória, o estudo busca desvendar as práticas de ensino e a implementação da Libras nas escolas municipais, fornecendo valiosas e relevantes contribuições para futuras investigações nesse campo.

7
  • LAILA GEOVANA MOREIRA BEIRÃO
  • O contrato político-social a partir da obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus

  • Data: 29/05/2024
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  • A prática do ensino de linguagem, literatura, direitos, política e filosofia deve ser conduzida para uma reflexão social e humana da relação entre as pessoas e suas ações. Refletir sobre o nosso tempo e os problemas políticos e sociais da nossa sociedade é dever da prática da educação, da arte, da literatura, filosofia e todos os meios de linguagem humana. Os principais objetivos a serem atendidos por este trabalho é compreender a materialidade e o movimento da literatura na obra Quarto de Despejo, diário de uma favelada face ao conceito de contrato social na vida dos seres humanos. A literatura de Carolina Maria de Jesus, sobretudo a obra Quarto de despejo diário de uma favelada, mostra com propriedade o movimento político de gênero, raça e classe econômica em uma sociedade que foi colonizada e ainda sofre com o resquício da colonização, como a alienação do racismo e a desigualdade econômica e de oportunidades entre as pessoas. O conceito de Estado foi desenvolvido e trabalhado por filósofos contratualistas que analisaram o desenvolvimento da passagem do Estado de natureza para o Estado/sociedade Civil, servindo de base para esta análise o conceito de Contrato Social de filósofos como Russeal, Hobbes, Locke, Marx, entre outros. Esta leitura se desenvolve a partir da fome como um fato social presente e latente no livro de Carolina Maria de Jesus. A escritora e filósofa,  autora “da verdade e realidade” como disse Clarisse Lispector, Carolina fez do pensamento e das palavras instrumento de arte e reflexão crítica. O que Carolina escreveu e a maneira como escreveu, nas condições que ela tinha, foi, é, e continuará sendo um ato revolucionário. Por isto, neste trabalho defende-se o legado de Carolina Maria de Jesus além de literata, uma vez que é preciso lembrar que a literatura viva da autora é o movimento e a materialidade da filosofia. É necessário descolonizar o ensino das disciplinas, e ir além das fronteiras. Em uma passagem a autora diz que “a cor da fome é amarela”, porque quando ela sente fome ela vê tudo amarelo. Isto é fundamental para compreendermos a legitimidade do lugar político de fala desta intelectual que nos lança a ótica da luta pela sobrevivência e da liberdade social.

8
  • CARLA MICHELE AMORIM DA SILVA
  • A afetividade no contexto da prática pedagógica da Educação de Jovens e Adultos no CEAJAT

  • Data: 18/06/2024
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  • Esta pesquisa científica se propõe a estabelecer uma compreensão acerca do papel do afeto na Educação de Jovens e Adultos, a fim de oferecer insights valiosos para educadores, gestores escolares e formuladores de políticas educacionais, ajudando-os a desenvolver estratégias e abordagens mais eficazes para atender às necessidades emocionais e acadêmicas dos(as) estudantes adultos. Após uma abordagem sobre o conceito de Afetividade, sua importância para a prática pedagógica na EJA, como mecanismo social, cognitivo e pedagógico embasada por estudiosos como Wallon, Freire, Espinosa, foram destacados os desafios da Educação de Jovens e Adultos, história, leis, políticas públicas, até adentrar o mundo dessa modalidade, na Escola Estadual do Campo Anna Junqueira Ayres Tourinho. A partir disso, são utilizados métodos que explorem, pedagogicamente, a participação dos envolvidos mais diretamente nesse processo (educandos e educadores) que estimulem a interação, além de incentivar a  prática do conhecimento, conectando o conteúdo com as experiências de vida dos(as) estudantes adultos(as), colaborando para a  construção coletiva do conhecimento, de forma mais leve, empática, estabelecendo um ambiente de confiança, a partir do conhecimento das experiências de vida e desafios específicos enfrentados pelos(as) estudantes adultos (as) na EJA. 

9
  • IRLENE SANTOS DE OLIVEIRA
  • EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA ANTIRRACISTA: UMA DISCUSSÃO SOBRE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EDUCACIONAIS.

  • Data: 19/06/2024
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  • Esta pesquisa se situa no âmbito do Programa de Pós-Graduação do curso de Mestrado em Estudos em Linguagens contextos Lusófonos: Brasil-África ofertado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB) Campus dos Malês - BA, vinculada à linha de pesquisa “Estudos Linguísticos e suas interfaces”. O trabalho em desenvolvimento objetiva entender como se dá o processo de Educação Linguística Antirracista em respeito às políticas linguísticas educacionais relacionadas à educação étnico-racial. Para tal, a pesquisa tem como campo de estudo duas escolas estaduais de ensino médio localizadas no município de São Francisco do Conde-BA. O trabalho fundamenta-se nos estudos de Gabriel Nascimento (2019), Nilma Lino Gomes (2018), Mauricio de Sousa e Neto (2021), Xoan Lagares (2019), Lélia Gonzalez (2020), dentre outros pesquisadores e pesquisadoras que buscam explicar a relação entre língua e as questões étnico-raciais, o racismo presente na língua portuguesa brasileira e o impacto dessas problemáticas na educação linguística dos cidadãos e cidadãs. A pesquisa tem cunho bibliográfico e exploratório, pois busca entender a educação linguística antirracista e suas possibilidades práticas no ensino de língua portuguesa. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, que conta com análises de documentos organizacionais do ensino de língua portuguesa, conversas com docentes e coordenadores e um estudo bibliográfico sobre as questões teóricas pertinentes. A partir do entendimento das práticas pedagógicas e das políticas linguísticas vigentes, percebe-se os caminhos possíveis de uma educação linguística que promovam a construção do antirracismo na sociedade a partir das práticas de linguagem.

     

10
  • SANDRA REGINA ROZENDO DE JESUS
  • ORIENTAÇÕES CURRICULARES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA POLÍTICAS LINGUÍSTICAS ANTIRRACISTAS

  • Data: 10/07/2024
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  • As políticas linguísticas para o ensino de língua portuguesa precisam ser pautadas em uma perspectiva antirracista e diversa a fim de romper com o pensamento colonial quanto à hegemonia da norma culta e valorizar, assim, outras formas de expressão linguística, as quais refletem os pensamentos e saberes ancestrais do povo negro. A formação de professores, portanto, precisa contemplar o tema do racismo (linguístico) e da diversidade cultural, fornecendo aos educadores subsídios teóricos e práticos para lidar com a negritude e a diversidade linguística e cultural em sala de aula. Além disso, essa educação libertária deve ser estimulada por meio de estratégias pedagógicas que valorizem a pluralidade de vozes e a representatividade étnico-racial. Desse modo, o currículo de língua portuguesa pode ser utilizado como um instrumento para a promoção da igualdade racial e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Tendo isso como perspectiva, esta dissertação em construção se desenvolve a partir de três eixos temáticos principais: ideologia no ensino de língua e inclusão de políticas linguísticas antirracistas no currículo de língua portuguesa; ensino de língua portuguesa baseado nos pressupostos teóricos dos documentos oficiais que embasam o desenvolvimento e orientação do trabalho pedagógico; e a organização curricular do ensino de língua portuguesa em São Francisco do Conde-BA. Utilizamos como referencial teórico: Arroyo (2013), Chauí (2008), Lagares (2019), Gnerre (1991), Bagno (2002), Freire (2006), Nascimento (2020), Gomes (2010), dentre outros autores que se dedicam ao estudo das questões de políticas linguísticas, currículo, educação e relações étnico-raciais. O objetivo maior do trabalho é analisar o ensino de língua portuguesa no currículo franciscano no que tange à educação antirracista e ao combate ao racismo linguístico. Nesse sentido, é importante destacar que a implementação de políticas linguísticas antirracistas deve ser vista como um processo contínuo e dinâmico, que exige a participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional. É necessário que a sociedade como um todo esteja engajada em uma luta contra o racismo e a discriminação, reconhecendo e valorizando a diversidade cultural e linguística presente em nosso país.  

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  • VIVIAN SILVA DA CRUZ
  • A LINGUAGEM DO GRAFFITI EM SALA DE AULA: POSSIBILIDADES PARA UM LETRAMENTO ANTIRRACISTA

  • Data: 23/08/2024
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  • Atualmente, o graffiti é um objeto de pesquisa em diversas áreas no Brasil. Embora relativamente recente no país, tendo chegado através da cultura hip-hop de Nova York entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980. As primeiras manifestações de graffiti, encontradas em pinturas rupestres, retratavam animais, caçadores e símbolos misteriosos. O graffiti moderno, surgido da escrita, continua a expressar críticas sociais, ligado ao movimento hip-hop. O letramento racial envolve práticas transformadoras que permitem aos indivíduos entenderem e analisarem a produção de si mesmos como sujeitos racializados. A pesquisa aqui discutida investiga em que medida o graffiti contribui para um processo de letramento antirracista na educação formal. O objetivo é verificar como o graffiti, enquanto linguagem, pode servir esse propósito. Especificamente, a pesquisa pretende: oferecer um panorama histórico do graffiti; relacionar o graffiti com a intervenção urbana; e analisar sua ligação com o estado da arte. Será desenvolvido um projeto escolar com alunos de uma escola em Salvador-BA, e também o estudo das artes dos grafiteiros Lee27 e Bigod e suas contribuições na Arte. O estudo propõe que o graffiti, além de sua dimensão estética, é uma poderosa ferramenta de comunicação sobre questões raciais e culturais. O primeiro capítulo, "História do Graffiti", explora as origens e evolução do graffiti, destacando sua importância em comunidades negras e latinas de Nova York como forma de resistência. Os capítulos seguintes, "Graffiti como Letramento de Resistência" e "O Impacto do Graffiti", aprofundam a análise sobre como essa arte urbana pode promover diálogo cultural e reflexão sobre questões raciais. A metodologia baseia-se em uma revisão de literatura, permitindo uma análise abrangente das fontes teóricas e empíricas. A estrutura do trabalho aborda desde a história do graffiti e seus principais artistas até seu papel como intervenção urbana e ferramenta de letramento de resistência, proporcionando uma compreensão aprofundada e organizada desse fenômeno.

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  • VERONICE FRANCISCA DOS SANTOS
  • EXISTIR E RE-EXISTIR NO CHÃO DA ESCOLA: ESCREVIVÊNCIAS DE PRÁTICAS AFROCENTRADAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

     

  • Data: 26/08/2024
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  • A presente pesquisa tem como tema central a Escrevivência de uma professora negra sobre práticas afrocentradas na Educação Infantil, entrelaçando o seu ‘eu-pessoal’ com o seu ‘eu-profissional’, suas memórias ancestrais, suas histórias e suas experiências como coordenadora pedagógica em uma escola situada no município de São Francisco do Conde - Bahia. Neste contexto, a questão investigativa reside na seguinte indagação: de que forma as escrevivências narradas por uma Coordenadora negra da Educação Infantil, corrobora para uma Prática pedagógica na perpectiva afrocentrada que estimule a autoestima das crianças em sua itinerância escolar? Tem como objetivo Geral: Analisar a escrevivência da própria pesquisadora acerca das práticas pedagógicas afrocentradas vivenciadas em uma escola da Educação Infantil da rede municipal de educação de São Francisco do Conde – BA. E como objetivos específicos para melhor elucidar os caminhos da pesquisa: a) Refletir sobre as itinerâncias de vida e formação da proponente da pesquisa; b) Problematizar sobre o silêncio que legitima as práticas racistas no cotidiano escolar, das crianças negras da Educação Infantil; c) Identificar as contribuições da Lei 10.639/03 para o desenvolvimento de práticas pedagógicas afrocentradas em uma escola da Educação Infantil; d) Analisar a autoestima das crianças, considerando as relações entre elas e os profissionais da escola. Para o alcance dos objetivos, se apoia em estudos que fundamentam e embasam a estrutura teórica-conceitual alicerçada por: Cavalleiro (2000; 2001) Gomes (1995, 2001, 2017), Ferreia (2021), Evaristo (2021), Asante (2009; 2019), Nogueira (2010; 2019), Romão(2001), hook ́s (2017), Kilomba (2019) dentre outras referências. A abordagem qualitativa trilha o caminho metodológico, tendo como ‘pano de fundo’ a escrevivência, referenciada pela intelectual escritora negra Conceição Evaristo. Reflete sobre as concepções de criança, infância e educação infantil, articuladas a problematização do racismo estrutural e institucional e seus desdobramentos nas práticas racistas para com as crianças negras, a partir das observações da autora, enquanto Coordenadora Pedagógica da instituição. As unidades de análise estão ancoradas nas práticas curriculares afrocentradas e no silenciamento escolar frente as atitudes explícitas e sutis de discriminação racial presentificadas na escola. Como resultados, destaca as experiências positivas que reverberam na autoestima das crianças negras. Conclui apontando que a prática pedagógica curricular afrocentrada coloca a criança negra como protagonista da sua história, a partir do agenciamento dado a elas, por meio de um trabalho de valorização da sua cultura ancestral no ambiente escolar.

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  • ALAÍNE FERREIRA DE MATOS
  • PRÁTICAS DE LETRAMENTOS ANTIRRACISTAS NA INFÂNCIA: UM ESTUDO DE CASO EM SÃO FRANCISCO DO CONDE (BA)

  • Data: 09/10/2024
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  • Ao se debruçar sobre a infância, especialmente a negra no Brasil, observa-se que há poucos trabalhos que demonstram formas de se efetivar práticas de letramentos antirracistas na educação infantil. Compreendemos que discutir essas práticas positivas no cenário da educação se torna algo extremamente necessário e crucial no enfrentamento ao racismo e às desigualdades raciais e sociais brasileiras. Nesse contexto, apresentamos o objetivo do presente estudo acadêmico, cujo foco central consiste em analisar as contribuições da educação, numa perspectiva antirracista, para o fortalecimento dos letramentos raciais, com ênfase em turmas de educação infantil, na escola Ana Tourinho Junqueira Ayres, localizada na Fazenda São Roque, mais precisamente, na comunidade do Macaco, que fica no município de São Francisco do Conde (BA). É importante delinear que essa pesquisa também tem o intuito de: 1) contribuir para a formação inicial nos cursos de licenciaturas, na perspectiva de incentivar/motivar a formação de professores antirracistas; 2) compreender a influência dessas práticas para o aumento da autoestima das crianças/alunos(as) negras(os), (pretas e pardas); 3) averiguar de que forma as práticas antirracistas influenciam na potencialização da identidade, representatividade e pertencimento. A partir desses objetivos, é importante salientar que a presente pesquisa é caracterizada por ser um estudo de caso em que se utilizam dados qualitativos, os quais serão coletados a partir de eventos reais, com o intuito de explicar, explorar, observar e descrever práticas vivenciadas no espaço escolar. Nessa abordagem, optou-se por uma perspectiva metodológica em que a coleta de dados será de forma longitudinal, a partir de registros fotográficos das práticas realizadas na escola em questão, bem como recolha de depoimento dos participantes e diálogos com a comunidade escolar, da qual faço parte.

     

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  • KARLA REGINA MEURA DA SILVA
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    AJEUM LITERÁRIO DO DIREITO:

    UMA ANÁLISE LITERÁRIA AFROCENTRADA DO LIVRO

    “A JUSTIÇA É UMA MULHER NEGRA”

  • Data: 25/10/2024
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  • O presente trabalho consiste em uma análise literária afroncentrada do Livro “A Justiça é uma Mulher Negra”, de autoria de Lívia Sant’anna Vaz e Chiara Ramos, constituindo-se como objetivo geral da pesquisa que se insere na linha de pesquisa “Estudos literários e suas Interfaces”. Apresenta a caracterização do que é literário no livro objeto da pesquisa e a interface entre Direito e Literatura, partindo do princípio da autonomia da vontade na Literatura. Na sequência enfatiza a importância da Literatura negro-brasileira e afrocentrada, e busca distinguir as interfaces entre os campos da Literatura e do Direito. Para tanto, lanço mão das temáticas da memória e da ancestralidade de mulheres negras na Justiça brasileira, bem como da resistência interseccional de mulheres negras operadoras do Direito, para evidenciar seus protagonismos para a Literatura negro-brasileira.

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  • KINDA RODRIGUES CONCEIÇÃO
  • FOLCLORIZAÇÃO: REFLETINDO LINGUAGEM, RACISMO E FOLCLORE A PARTIR DE IDENTIDADES E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS

  • Data: 11/11/2024
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  • O objetivo deste trabalho é analisar, enquanto foco principal, o conceito de folclorização e suas tipificações através da análise de transcrições de conteúdos audiovisuais presentes nas redes sociais (instagram, facebook e youtube) com depoimentos de pesquisadores e ativistas negros e indigenas: Sonia Guajajara, Vanda Witoto, Ailton Krenak, Bárbara Carine, Kananda Eller, Genilson Taquari Pataxó, Geni Núñez, Ana Maria Gonçalvez e Lélia Gonzalez. Na análise são considerados os aspectos da língua, linguagem e racismo através do extermínio de línguas, imposição linguística e hierarquias, relações de poder através da língua e do processo de colonização e folclorização, o linguicídio GONZALEZ (1986), a partir do epistemicídio e linguicídio CARNEIRO (2023) e o apagamento. Nesta análise, o racismo linguístico NASCIMENTO (2019) traz uma perspectiva da racialização da língua e seus aspectos de hierarquias sociais. O presente trabalho visa ainda descrever os corpos-territórios KREKAK (2019), através das concepções e construções sobre culturas e identidades plurais, as categorias de diferenciação “Outros” KILOMBA(2019), assim como a deformação da cultura SANTOS (2000) e genocídio cultural NASCIMENTO (1978), ocasionados pelo racismo e que expressam o fenômeno da folclorização do ser negro e do ser indígena. Os critérios de análise levam em consideração o folclore, lendas, mitos e apropriação por meio de estudos científicos sobre o folclore, as conceituações e as contextualizações de folcloristas (THOMS (1976), CASCUDO (1954), ANDRADE (2019) e ainda questionamentos tais como: o folclore tem cor? (racialização no folclore) para compreender o que são mitos, lendas, narrativas exotificadas e como a apropriação e aculturação transformam símbolos de resistência cultural e conhecimentos ancestrais em representações carregadas de estereótipos e alegorias, é preciso analisar o processo sócio-histórico-cultural de folclorização dos saberes e histórias de várias comunidades. A metodologia desta dissertação é descritiva e exploratória, com uma abordagem qualitativa. A pesquisa é de caráter documental e tem como objetivo analisar materiais fílmicos que abordam os conceitos em questão. Por meio de uma investigação bibliográfica busca-se evidenciar como os materiais analisados concretizam a interdisciplinaridade na folclorização.

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